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Brasil chega à metade dos Jogos Sul-americanos com mais de 60 ouros e renovação encaminhada

Após primeira semana em Santa Fé 2026, Time Brasil lidera quadro de medalhas e celebra conquistas de jovens atletas e nomes experientes

Por Comitê Olímpico do Brasil

19 de set, 2026 às 17:59 | 5 minutos de leitura

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Parece até que foi ontem que Laura Amaro e Leonardo de Deus carregavam a bandeira brasileira na Cerimônia de Abertura dos Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026, no último dia 12. Mas já atingimos a marca de metade dos jogos, ao fim do sétimo dia de competições. Uma olhada no quadro de medalhas mostra o quanto de histórias incríveis já vivemos na Argentina. Até o fim da tarde deste sábado, dia 19, o Brasil já tinha 61 ouros, 54 pratas e 41 bronzes, somando 156 medalhas.

“Foi uma primeira semana de jogos muito positiva, já batemos hoje as 60 medalhas de ouro. Estamos muito satisfeitos com os resultados e com a evolução das modalidades. Gostaria de parabenizar principalmente a natação, o judô e o boxe, que foram o carro-chefe das medalhas de ouro”, disse Marco La Porta, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Mais do que conquistas, essa primeira semana foi marcada por uma série de grandes histórias vindas das centenas de atletas que estão competindo na Argentina. Os dois primeiros ouros, inclusive, vieram de dois atletas de diferentes gerações. No masculino, Matheus Melecchi é uma promessa que aos poucos vira realidade; e no feminino, Ana Marcela Cunha venceu a prova 20 anos após seu primeiro ouro em Buenos Aires 2006, quando tinha apenas 14 anos. No vôlei de praia, as duas duplas brasileiras já acostumadas aos títulos na elite mundial fizeram questão de vir à Argentina e representar o Brasil, subindo ao lugar mais alto do pódio.

Stephan Steverink lidera o quadro de medalhas individual até o momento, com seis medalhas no total: quatro ouros, uma prata e um bronze. Ainda nas piscinas, Leonardo de Deus conseguiu o tetracampeonato nos 200m borboleta e nos 200m costas. Na esgrima, Richard Grünhäuser fez sua estreia na seleção adulta com um bronze nos Jogos Sul-americanos em Medellín 2010, e 16 anos depois conquistou o ouro na prova por equipes.  


Santa Fé 2026 também é responsável por momentos inesquecíveis na vida de jovens atletas que ainda buscam sua estreia olímpica. Com 16 anos, Duda Ribeiro venceu no skate street feminino, ao lado de Gabi Mazetto, uma de suas ídolas. No remo, Jennifer Silva conquistou ouro em dupla com sua principal referência, Beatriz Tavares. 

“Obviamente queremos ganhar e liderar o quadro de medalhas, mas um dos grandes objetivos dos Jogos Sul-americanos é ver a evolução dos atletas e das modalidades. Temos conseguido isso bastante. Então estamos muito felizes”, acrescentou Marco La Porta.
 

Natação, judô e boxe são carros-chefe

A natação brasileira foi o principal destaque no quadro de medalhas por enquanto, levando 29 ouros, 16 pratas e nove bronzes, totalizando 54 pódios. Nas águas abertas, foram dois ouros, quatro medalhas e três vagas garantidas aos Jogos Pan-americanos Lima 2027. Vagas aos Jogos Pan-americanos também foram garantidas no hipismo adestramento e no revezamento misto do triatlo, campeão sul-americano.

O Brasil também fez muito bonito no boxe e no judô. Na ‘nobre arte’, o boxe brasileiro ganhou seis ouros, duas pratas e dois bronzes na Argentina. Já o judô brasileiro teve realmente um ‘caminho suave’ para seus atletas nas competições individuais. Foram 11 ouros, uma prata e dois bronzes, com todos os judocas do país subindo ao pódio.

“O judô veio com a equipe totalmente renovada, com jovens, demonstrando a força do Brasil na América do Sul. O mesmo vale para a natação e o boxe, que vieram aqui não só buscar as medalhas, mas a evolução da modalidade e cada um dos atletas”, destacou La Porta. 

Até o momento, o Brasil conquistou medalhas de ouro em 15 modalidades: o hino nacional foi tocado em premiações de águas abertas, boxe, ciclismo BMX freestyle, esgrima, ginástica artística, ginástica rítmica, judô, levantamento de pesos, remo, saltos ornamentais, skate, triatlo e vôlei de praia. O Brasil já garantiu medalhas em 23 esportes. Além das citadas acima, subiu ao pódio em boliche, ciclismo BMX racing, ciclismo mountain bike, hipismo adestramento, nado artístico, patinação artística, pentatlo moderno, softbol, surfe SUP e tiro esportivo.

Para que esse resultado tenha surgido, não só os atletas se prepararam durante vários anos, mas também o Comitê Olímpico do Brasil (COB), que trabalha há anos em muitas frentes, como logística e saúde, para garantir que os atletas possam ter toda a tranquilidade e apoio para o melhor desempenho possível.

“É, um trabalho muito bem feito também pelo Time Brasil na retaguarda, se antecipando aos problemas, procurando dar o melhor suporte possível a todos os atletas, de maneira que não falte nada para que eles possam ter a melhor performance possível. O Time Brasil sempre à frente, liderando e buscando oferecer o melhor para os nossos atletas”, disse o presidente do COB.

E ainda falta muita coisa. Esportes como atletismo, canoagem, taekwondo, tênis de mesa, tiro com arco ainda estrearão, com grandes nomes como Alison dos Santos, Henrique Marques, Marcus D’Almeida, Maria Clara Pacheco se preparando para estrear em Santa Fé 2026.

“Vamos agora para mais uma semana de jogos, que o Brasil continue crescendo no quadro de medalhas”, completou Marco La Porta.

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