COB

Mente treinada, mira ajustada: Geovana Meyer revela preparação rumo a Los Angeles

Aos 25 anos, atiradora brasileira encerrou participação em Santa Fé 2026 com três medalhas de prata e destaca preparação mental e apoio dos pais na construção da carreira

Por Comitê Olímpico do Brasil

19 de set, 2026 às 14:30 | 4 minutos de leitura

Compartilhe via:

Bruno Ruas/COB

Três provas, três medalhas de prata e uma coleção de aprendizados. Foi assim que Geovana Meyer encerrou sua participação em Santa Fé 2026. Aos 25 anos, a atleta brasileira subiu ao pódio na carabina de ar 10m, na carabina de ar 10m misto, ao lado de Eduardo Sampaio, e na carabina 50m três posições. Mais do que os resultados, a competição serviu como preparação para uma reta final de temporada que terá dois torneios importantes na disputa por vagas olímpicas.

“Não tem como ficar triste ganhando três pratas. Eu realmente estou muito feliz. A gente está tentando evoluir o máximo que consegue já pensando nos Jogos Olímpicos”, avaliou Geovana.

Recentemente, Geovana passou por uma lesão no tornozelo, mas conseguiu retomar os treinamentos e competir sem uma perda significativa de rendimento. Agora, ela vê a experiência acumulada em Santa Fé como parte da preparação para os próximos desafios. “Eu estou aproveitando o máximo que eu posso, aprendendo sempre que dá. Toda essa experiência que eu estou tendo aqui é uma bagagem bem importante para esse final do ano”, explicou.

Preparação mental

No tiro esportivo, concentração é tão importante quanto técnica. Em Santa Fé, Geovana precisou lidar com uma atmosfera intensa e, para seguir concentrada, a atleta usou diferentes estratégias de preparação mental. “Uma delas é a respiração: sentir o ar entrando pelo nariz e saindo ou perceber o movimento da barriga sob a roupa utilizada durante a prova”, conta. Outra estratégia é direcionar a atenção para um elemento técnico específico, evitando que pensamentos aleatórios ocupem espaço durante a execução.

“Realmente a gente precisa ter esse treino mental para que, quando chegue na final e estejam acontecendo mil coisas ao mesmo tempo - torcida gritando, o tempo passando - a gente tenha como fazer um bom disparo. Precisamos ter uma mentalidade muito boa nessa hora”, explicou acrescentando que a preparação mental é construída no dia a dia.

TIRESP_BR_2026_09_15_00187.jpeg

Uma história que começou em família

A história com a modalidade esportiva começou em casa. Seus pais praticam tiro esportivo há mais de 30 anos e foram os responsáveis por apresentar a modalidade à filha. Ela começou a praticar o tiro seta, modalidade tradicional em Santa Catarina, desde cedo e logo se viu em uma rotina frequente de provas.

Até hoje a relação com a família continua sendo muito maior do que a porta de entrada para a modalidade. Para Geovana, o tiro seta, praticado em equipes de 30 pessoas, também se transformou em uma forma de compartilhar momentos com os pais. “É um tempo de qualidade que a gente tem em família. É muito legal”, destacou.

A conexão ganhou um significado especial nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Quando, pela primeira vez, seus pais viajaram para fora do Brasil para acompanhar uma competição da filha. “Ter saído de uma prova e visto eles lá foi realmente bem emocionante para mim. Até hoje eu fico emocionada quando lembro”, revelou.

De Paris para Los Angeles

A experiência olímpica também deixou marcas visíveis. Geovana carrega uma tatuagem dos aros olímpicos e um colar também. Depois de viver Paris 2024, o próximo grande objetivo já está no horizonte: Los Angeles 2028.

A família, inclusive, já comprou ingressos para acompanhar as competições de tiro nos Estados Unidos. Agora, como ela mesma brinca, falta fazer a parte dela: conquistar a vaga. “Eu realmente estou me dedicando muito para que isso aconteça. Vai vir aí!”, projetou.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS