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Com brilho de caçula, Brasil soma mais 7 ouros no judô em Santa Fé 2026

Sarah Mendes, de 18 anos, vence na categoria até 48 kg e Brasil termina o dia com 7 ouros e 1 bronze

Por Comitê Olímpico do Brasil

19 de set, 2026 às 17:00 | 4 minutos de leitura

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Gaspar Nóbrega/COB

O Brasil deu mais uma aula de judô no tatame dos Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026. Neste sábado, 19, na Arena Invencible, em Rosário, os judocas brasileiros conquistaram sete medalhas nas sete categorias em disputa: seis ouros e um bronze. E uma judoca em si chamou a atenção: a caçula da equipe, Sarah Mendes, a mais leve, da categoria até 48 kg, estreou em grandes competições com o Time Brasil e já garantiu um ouro.

“Eu nunca tinha participado dos Jogos Sul-americanos e a experiência tem sido muito legal. Fiquei muito feliz com esse resultado, bem satisfatório, e logo na minha primeira participação”, ressaltou Sarah.

Com apenas 18 anos recém completados em agosto e natural de Canoas, no Rio Grande do Sul, Sarah vem de uma família tradicional do judô. Seu pai, Moacir Mendes, inclusive, é considerado o maior especialista brasileiro em luta de solo da modalidade. Não à toa, Sarah venceu todos os seus combates dos Jogos Sul-americanos justamente na luta “de chão”.

“Meu pai que insistiu nessa parte do ne-waza (luta no solo) e virou a minha parte favorita do judô. Considero que seja meu ponto forte. A maioria das minhas lutas ganho levando para o combate no chão e fico feliz por ter feito isso hoje”, explicou.

Sarah enfrentou adversárias duras para chegar até a medalha de ouro. Logo na estreia, encarou a experiente chilena Mary Vargas, medalhista em Grand Prix, e na sequência, teve pela frente a paraguaia Gabriela Narvaez, sétima colocada nos Jogos Olímpicos Paris 2024. Mas, assim como na decisão contra a venezuelana Gabriela Miranda, Sarah venceu por ippon com imobilizações ou forçando a desistência da oponente após aplicar chaves de braço. No fim, medalha de ouro no pescoço e satisfação pelo alto do pódio em sua primeira missão pelo Time Brasil.

“Eu tentei não pensar muito nas adversárias. Foquei nas minhas qualidades e estabeleci estratégias tentando anular o jogo delas na hora da luta e fazendo o que sei fazer. Essa medalha representa o resultado de muito esforço, dedicação e abdicação de muita coisa para chegar até aqui”, finalizou Sarah.

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Rafaela Rodrigues também foi ouro. Gaspar Nóbrega/COB

Mais seis ouros e um bronze

Os brasileiros começaram as disputas de medalha do dia com Gabriel Falcão (-81 kg), que enfrentou o dono da casa, o argentino Augustin Gil. Mesmo com a torcida empurrando o adversário, Falcão controlou o combate e garantiu o ouro com um waza-ari. Na sequência, mais uma medalha dourada: Marcelo Gomes (-90 kg) se impôs diante do paraguaio Roberto Galarreta no golden score e garantiu o topo do pódio com um belo ippon.

Wilgner Mendes (-100 kg) continuou o dia medalhado do Brasil ao garantir o bronze vencendo o paraguaio Angel Ginni por ippon. Depois dele, o último representante masculino brasileiro nas disputas individuais de Santa Fé 2026 entrou em ação: Andrei Coelho (+100 kg) enfrentou o chileno Francisco Solís e garantiu mais um ouro por meio de hansoku-make (eliminação do adversário).

Depois foi a vez das mulheres entrarem no tatame. Sarah abriu os caminhos do ouro e foi seguida por Rafaela Rodrigues (-52 kg), que subiu ao lugar mais alto do pódio ao vencer a peruana Driulys Rivas com dois yukos. Por último, Gyovanna Andrade (-57 kg), também com dois yukos, conquistou o ouro ao superar a equatoriana Astrid Gavidia para encerrar o dia dourado brasileiro.

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