Nado artístico conquista duas medalhas em Santa Fé 2026 e boliche logra vaga para Lima 2027
Duetos do nado sobem ao pódio, boliche brasileiro encerra campanha com medalha de bronze e vaga nos Jogos Pan-americanos, enquanto softbol termina ótima campanha com a prata

O nado artístico do Brasil conquistou suas primeiras medalhas nos Jogos Sul-americanos neste sábado. Anna Júlia Veloso e Bernardo Santos ficaram com a medalha de prata no dueto misto, enquanto Eduarda Matos e Marina Postal ficaram com o bronze no dueto feminino.
Anna Júlia Veloso e Bernardo Santos alcançaram os 372,0467 pontos, ficando à frente dos colombianos Gustavo Sanchez e Emily Minante. Os chilenos Nicolás Campos e Theodora Garrido foram campeões.
“Tem muito importância essa medalha pra gente nos dedicamos muito. A gente treina demais pra chegar nessa competição que era o nosso foco esse ano e a gente está muito feliz com o resultado. É um reconhecimento para gente”, disse Anna Júlia, lembrando que é a primeira medalha para um dueto misto brasileiro em Jogos Sul-americanos.
“É um reconhecimento muito forte porque a gente luta diariamente não só pela medalha, mas por cada treino. É a conquista de um grande sonho. Ser não só um medalhista sul-americano, mas também saber que todo o nosso trabalho está sendo visto e está sendo relembrado. E essa conquista não é só nossa, mas também de toda a comissão técnica, de todas essas pessoas que apoiaram”, acrescentou um emocionado Bernardo, segurando as lágrimas.
Já Eduarda Matos e Marina Postal receberam 231,4680 na rotina livre para ultrapassar a dupla uruguaia e ficar com o bronze. O Chile terminou com o ouro e a Colômbia com a prata.
“Foi muito emocionante, porque a gente começou em quarto e a gente queria muito essa medalha. A gente entrou com muita, muita garra. Antes de competir, a Duda virou pra mim e falou assim: ‘quando você estiver muito cansada, só lembra que elas não vão tirar a nossa medalha. Então a gente entrou com uma força imensa”, disse Marina.
“A gente nadou de dentro pra fora. Eu senti que essa última, eu nadei com toda a garra que eu tinha para conseguir essa medalha”, completou Eduarda. “Nadamos em sintonia, sentíamos uma do lado da outra, a gente sabia o movimento que cada uma estava fazendo. Não dá para descrever a energia que a gente sentiu”, completou Marina.
Na prova por equipes, em que é permitida a participação de até dois homens em um time de oito pessoas, o Brasil está em terceiro lugar. Neste sábado, o Brasil recebeu 190,5222 na rotina livre. Somados aos 231,9008 da rotina técnica, o Brasil segue em terceiro lugar, atrás da equipe colombiana e chilena. No domingo, a equipe fará a rotina acrobática, com a soma das três apresentações definindo as medalhas.
Boliche ganha medalha e garante vaga nos Jogos Pan-americanos
No boliche, o Brasil se despediu de Santa Fé 2026 com uma medalha. Julio Castello conquistou o bronze e ainda garantiu para o Brasil uma vaga na modalidade nos Jogos Pan-americanos Lima 2027, no individual. "Estou muito feliz com essa medalha. É muito difícil deixar a família em casa. Estou com duas filhas. Uma vai fazer 3 anos, a mais nova fez ontem dois meses de vida. Me dividi entre treinamos, mulher grávida, depois nascimento, pós-parto. Mas eu agradeço. Duas medalhas, estou muito feliz. Agora o Brasil tem uma vaga em Lima e eu vou disputar meu lugar na equipe”.
Marcio Antônio Vieira, chefe de equipe do boliche, fez a avaliação ao final da campanha brasileira na Argentina. “A delegação foi bastante bem. No feminino, nós acabamos em quarto lugar, uma vez que estaria muito difícil chegar em primeiro ou segundo, porque as colombianas que vieram são profissionais, vivem disso nos Estados Unidos, e as de Aruba, da mesma forma. A nossa briga teria sido com a Venezuela, quem nós eliminamos em Assunção 2022 para sermos vice-campeões. No masculino, a atuação da equipe foi acima do esperado individualmente”.
Softbol feminino fica com prata e já pensa em Lima 2027
Na final do softbol feminino, a Venezuela venceu o Brasil por 8 a 0 e a seleção brasileira terminou com a medalha de prata. Samira Mari Tanaka, segunda base do time brasileiro, lamentou a derrota, mas reconheceu a importância da conquista em Santa Fe 2026. “Já estamos ficando em segundo lugar em campeonatos sul-americanos há alguns anos, então está entalado. Mas foi muito emocionante estar representando nosso esporte com o Time Brasil em um evento desse tamanho, com tanta gente de outros esportes de nível altíssimo”, comentou, segurando as lágrimas.
“Começamos o campeonato um pouquinho nervosas, mas fomos nos desenvolvendo, evoluindo e crescendo muito. Neste último jogo, faltou um gás final para conseguir o ouro, mas estamos muito felizes com a prata e vamos seguir treinando para evoluir cada vez mais, porque ano que vem tem os Jogos Pan-americanos”, avaliou a jogadora.
Brasil segue líder no quadro de medalhas após sábado repleto de medalhas
Neste sábado, o Brasil conquistou nove ouros, sete pratas e seis bronzes, totalizando 21 medalhas. Foram sete medalhas no judô, incluindo seis ouros, um ouro na ginástica rítmica, um ouro e duas pratas no wrestling, uma medalha de cada cor no skate e quatro medalhas no tiro.
O Brasil segue disparado no quadro de medalhas ao final da primeira semana de competição, com 63 ouros, 56 pratas e 41 bronzes, um total de 160 medalhas, muito à frente da Argentina (38 ouros e 135 medalhas) e da Colômbia (34 ouros e 96 pratas).











