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Milão-Cortina

Chefe da Equipe de neve do Brasil, Gustavo Haidar revela primeiras impressões de Livigno, sede do snowboard halpipe em Milão-Cortina 2026

Pat Burgener e Augustinho Teixeira, representantes brasileiros na modalidade, chegam à cidade nesta quinta-feira (05)

Por Comitê Olímpico do Brasil

4 de fev, 2026 às 14:45 | 4 min de leitura

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Snow Park de Livigno para os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. Foto: Rafael Bello/COB

O Brasil já está em Livigno, na Itália, palco das competições de snowboard halfpipe dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, em que o país irá contar com Pat Burgener e Augustinho Teixeira como representantes. Por isso, o chefe da equipe de neve do Brasil, Gustavo Haidar, chegou  à cidade antecipadamente, na última terça-feira (03), para verificar o funcionamento das estruturas. Apesar da neve que não parou de cair durante todo o dia, as primeiras impressões foram positivas, especialmente no que diz respeito à logística e à proximidade entre os principais pontos de interesse dos atletas. 

 

“As primeiras impressões foram muito boas. Mesmo com bastante neve e nevando o dia inteiro, as distâncias são curtas, o que facilita muito a rotina dos atletas”, explicou.

 

A vila olímpica de Livigno será composta por três hotéis localizados lado a lado, que estão muito próximos ao local da competição, o Livigno Snow Park. “Em outros Jogos, às vezes, o trajeto era mais longo. Aqui, em cinco ou dez minutos no máximo, os ônibus já chegam para levar os atletas. Esse era um ponto de atenção nosso, e aparentemente está tudo fluindo muito bem”, completou Haidar.

 

O Brasil será representado no snowboard halfpipe por Pat Burgener e Augustinho Teixeira, que chegam à cidade nesta quinta-feira (05) para dar início ao período de adaptação e treinamentos. A presença de dois atletas na modalidade reforça o momento de crescimento do snowboard brasileiro no cenário internacional.

 

Haidar também ressaltou o otimismo em relação ao desempenho esportivo do Time Brasil, destacando a possibilidade de alcançar resultados inéditos. “Nosso melhor resultado foi com a Isabel Clark, o 9º lugar em Turim 2006, justamente no snowboard. Pela primeira vez, a gente pode, de fato, bater esse resultado. A Isabel é uma referência para a CBDN e para a neve brasileira, e agora temos a expectativa real de quebrar recordes”, afirmou.

 

Para o dirigente, o cenário atual reflete um trabalho consistente de desenvolvimento das modalidades de inverno no país. “É algo bem significativo, porque mostra que o Brasil vem trilhando o caminho certo. Esse crescimento abre muitas boas perspectivas não só para Milão-Cortina 2026, mas também para os próximos ciclos olímpicos com outros atletas chegando, como a Priscila Cid, a Lívia Schuler, Luca Merimée, Noah e Zion Bethonico, João Teixeira, e Daniel Krajewski”, concluiu.

 

Milão-Cortina 2026 é a 25ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, que e serão realizados de 06 a 22 de fevereiro reunindo mais de 2.900 atletas de 92 Comitês Olímpicos em 16 modalidades de neve e gelo. É a terceira vez que a Itália recebe a competição, depois de Cortina d’Ampezzo 1956 e Turim 2006. Esta será a 10ª edição seguida com participação brasileira e a que terá o maior número de atletas do Time Brasil na história: ao todo, 14 atletas, além de um reserva, representarão o país. 

 

Ao longo da história, até Pequim 2022, 40 atletas (27 homens e 13 mulheres) representaram o Brasil na competição, em nove modalidades diferentes. O melhor resultado do país até o momento é o 9º lugar de Isabel Clark, no snowboard cross, justamente em Turim 2006. No gelo, o melhor resultado é o 13º lugar de Nicole Silveira no skeleton em Pequim 2022. O esqui alpino é a única modalidade que o Brasil esteve representado em todos os Jogos Olímpicos de Inverno em que participou.

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