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Time Brasil

Prestes a disputarem o título do SuperCrown, Rayssa Leal e Pâmela Rosa miram Paris 2024

Skatistas brasileiras querem utilizar experiências de grandes competições na corrida olímpica para os Jogos parisienses

Rayssa Leal e Pâmela Rosa vão disputar o SuperCrown da Liga Mundial de Skate. Fotos: William Lucas e Wander Roberto/COB

As skatistas Rayssa Leal e Pâmela Rosa se preparam para a principal competição deste ano na modalidade, o SuperCrown, a final do Circuito Mundial de Skate que aporta no Rio de Janeiro neste sábado e domingo (5 e 6 de novembro). Mas os principais nomes do skate feminino brasileiro já enxergam além: daqui a menos de dois anos, os Jogos Olímpicos Paris 2024. Prestes a entrarem em cena pelo título da Street League Skateboarding (SLS), as duas ressaltaram a importância de estarem focadas nos passos da corrida olímpica mais curta até os Jogos parisienses.

“A gente toma cada competição como aprendizado. Claro que penso em Jogos Olímpicos, mas tenho a cabeça de uma competição de cada vez. É importante para evoluir o meu skate e, diferentemente de Tóquio 2020, quando me lesionei, dessa vez chegar forte em Paris.”, enfatizou Pâmela nas vésperas da competição da SLS no Rio.

“Essas competições servem também para irmos treinando as manobras, avaliando pontuações e estratégias. Cada campeonato é diferente e nos coloca em situações específicas. Eu estou bem ansiosa para Paris, me vejo lá, mas me concentro primeiro na próxima competição e estou muito feliz e animada para o SuperCrown”, endossou Rayssa.

A dupla chega para a disputa do título do circuito deste ano muito bem ranqueada. Rayssa venceu todas as etapas da Street League até aqui (Jacksonville, Las Vegas e Seattle), enquanto Pâmela, campeã do circuito mundial em 2021, está logo atrás, na segunda colocação geral. Um fator importante nessa disputa do SuperCrown e na corrida olímpica, sobretudo contra as japonesas Momiji Nishia, campeã olímpica, e Yumeka Oda, é o fato das brasileiras se ajudarem durante as competições e se motivarem para continuarem elevando o grau de dificuldade em suas apresentações.

“É uma puxando a outra dentro da pista, uma incentivando a outra. Claro que tem o momento ali de você se concentrar, porque é um esporte individual, mas sempre estamos nos ajudando e nos divertindo.”, comentou Pâmela.

“Eu e Pâmela sempre andamos juntas, competimos juntas. Ela já me deu vários toques, de ajuda mesmo. Eu sou muito grata por isso, por ter uma pessoa que me entende ali dentro da pista.”, ratificou Rayssa.

De olho na corrida olímpica para Paris, que começou neste ano na etapa de Roma do Pré-olímpico, as meninas sabem que terão um ano de 2023 decisivo para se garantirem nos Jogos Olímpicos. Para estarem prontas na briga pela vaga olímpica, as duas reforçaram as estratégias estabelecidas com o objetivo de chegarem bem em Paris 2024. 

“Estou treinando todo dia, aprendendo muitas manobras novas, porque minha mãe sempre fala ‘pô, Rayssa, não dá para ficar com as mesmas manobras’. As meninas estão evoluindo e para não ficar para trás a gente tem que evoluir também, tem que puxar o nível.”, pontuou Rayssa.

“É um ciclo olímpico bem mais curto. A minha estratégia é ficar entre as 20 melhores do mundo, sei que vão só três do Brasil. É evoluir, aprender e chegar lá com o skate no pé. Meu maior sonho é trazer uma medalha olímpica e se Deus quiser ele vai se concretizar.”, completou Pâmela.

Pâmela e Rayssa entram em ação neste fim de semana no SuperCrown, que vai ser realizado na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. As duas já estão classificadas para a grande decisão no domingo (6) e aguardam as demais concorrentes, que disputam as vagas restantes neste sábado(5). Entre elas, estão as também brasileiras Gabi Mazetto, Marina Gabriela e Vitória Mendonça. No masculino, o Brasil tenta vaga na final com Kelvin Hoefler, Felipe Gustavo, Luan Oliveira e Filipe Mota. 


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