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Tóquio 2020

Ketleyn e Bruninho, porta-bandeiras do Time Brasil, querem usar abertura para inspirar torcedores

Atletas foram escolhidos para carregar a bandeira do Brasil na cerimônia do dia 23

Ketleyn e Bruninho, porta-bandeiras do Time Brasil, querem usar abertura para inspirar torcedores

Eles já se chamam de mestre sala e porta-bandeira do Time Brasil na abertura dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. A judoca Ketleyn Quadros e o levantador Bruninho encaram a escolha para carregar o pavilhão nacional como mais uma conquista em suas carreiras e destacam a importância de receber essa honraria em um momento tão difícil para o esporte e para a população mundial.

“A gente sabe o quanto o esporte pode ser inspirador para o nosso povo. Com certeza teremos em Tóquio inúmeras histórias lindas. A seleção de vôlei vai se dedicar ao máximo, dar 110% para proporcionar orgulho, alegria e esperança nesse momento tão difícil que todo mundo está vivendo”, afirmou o campeão olímpico na Rio 2016, primeiro representante do vôlei e carregar a bandeira do país na cerimônia de abertura.

Ketleyn relembrou o “banho de água fria” e a tristeza que sentiu com o adiamento dos Jogos,  marcados para o ano passado. Mas após ter se dedicado a mais um ano de treinamento em meio à pandemia e enfrentado muitas incertezas, a judoca celebra a escolha como porta-bandeira como mais uma vitória na carreira.

+ Relembre os Porta-bandeiras dos Jogos Olímpicos anteriores

“Foi duro lidar com uma realidade tão diferente. Mas me deu a oportunidade de viver o presente. Consegui trabalhar muito a parte mental e seguir em frente como podia em meio a essa experiência nada agradável pela qual o mundo inteiro está passando. Isso me fortaleceu. Fiquei feliz por sair transformada de um momento tão difícil. Aprendi a comemorar todas as vitórias. Estou pronta para essa responsabilidade. Aquela garota que estreou nos Jogos 13 anos atrás não imaginava que chegaria a esse lugar”, disse Ketleyn, que destacou que não poderia escolher parceiro melhor para estar ao seu lado.

“Bruninho é um guerreiro dentro das quadras”, afirmou.

Ketleyn é a terceira mulher na história  (depois de Sandra Pires, em 2000, e Yane Marques, em 2016) a carregar a bandeira nacional na abertura dos Jogos. Antes delas, dois representantes do judô (Walter Carmona, em Seul 1988, e Aurélio Miguel, em Barcelona 1992) também haviam sido escolhidos.

Bruninho aparece agora na lista de porta-bandeiras do Brasil na história ao lado de ícones mundiais como Adhemar Ferreira da Silva (bicampeão olímpico no salto triplo) e Robert Scheidt (bicampeão na vela). 

“É uma emoção, uma honra muito grande. Existe uma realização individual, mas me sinto mais um representante do vôlei e de tudo que ele simboliza para o povo brasileiro. Só pretendo fazer algum tipo de conta ao final da minha carreira, não consigo me comparar a nomes tão grandes como esses agora”, afirmou.

Bruninho contou que desde o anúncio da escolha não para de receber felicitações de amigos e familiares. Sua mãe, a ex-jogadora Vera Mossa, lhe enviou uma mensagem emocionada. O pai, o técnico Bernardinho, ficou orgulhoso do filho e feliz de ver o vôlei reconhecido.

A estreia da modalidade nos Jogos Olímpicos costuma acontecer no dia seguinte à cerimônia de abertura. Por isso, a participação dos atletas de vôlei na festa que abre a competição é sempre difícil de acontecer. Mas a comissão técnica da seleção e Bruninho decidiram aceitar o convite do COB devido à importância da honraria para o vôlei.

“O tempo na cerimônia será menor do que normalmente por conta das restrições da pandemia. É uma oportunidade única, talvez um dos maiores momentos para um esportista e sua modalidade. Estamos tranquilos com toda a logística montada”, afirmou o levantador, que espera conseguir ajudar a seleção a chegar à quinta final olímpica consecutiva. 

A jornada já começa com uma motivação a mais.

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