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Em conversa descontraída, Alison, dos 400m com barreiras, e Petrúcio, atleta paralímpico mais rápido do mundo, trocaram experiências

Na primeira live promovida por COB e CPB, os atletas se emocionaram e falaram da força do carinho dos torcedores


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Em conversa descontraída, Alison, dos 400m com barreiras, e Petrúcio, atleta paralímpico mais rápido do mundo, trocaram experiências
COB e Divulgação/CPB

A live, que aconteceu na noite de sexta-feira, dia 15 de maio, no Instagram do Time Brasil, juntou a revelação do atletismo olímpico e o recordista mundial dos 100m da classe T47. A primeira conversa promovida pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e Comitê Paralímpico do Brasil (CPB) trouxe o paulista Alison Santos, 19 anos, campeão pan-americano dos 400 metros com barreira, e o paraibano Petrúcio Ferreira, 24 anos, campeão paralímpico nos 100 metros rasos (T47), bicampeão mundial (100m e 400m), bicampeão pan-americano (100m e 400m). Eles bateram um papo animado, responderam perguntas dos seguidores e combinaram de se encontrar no clube onde treinam, o Clube Pinheiros.

O campeão paralímpico contou que em 2019 sofreu um acidente e teve que ficar 3 meses sem treinar. O incentivos dos fãs em suas rede sociais o ajudaram a ter uma recuperação rápida e a bater o recorde nos 100m. “Quando sofri o acidente e quebrei o maxilar, muita gente falou que eu dificilmente voltaria a competir em 2019. Só que, ao mesmo tempo, as minhas redes sociais, ficaram muito movimentadas. Muita gente me mandou mensagem de força, me incentivando. Aquilo me deu uma energia incrível, eu me recuperei, voltei a treinar, me classifiquei para o Mundial Paralímpico e me tornei o atleta mais rápido do mundo”, falou Petrúcio. 

Alison se emocionou e contou que a torcida também o impulsiona. “Eu, quando vejo a torcida, recebo as mensagens das pessoas, isso me anima a melhorar sempre. Quando eu penso que tem alguém se espelhando me mim, me dá força. Não posso parar, não posso desistir, tem gente que acredita em mim. Vou me manter firme. E quanto melhor a gente for vai ser melhor para uma comunidade inteira. Eu quero levar muita gente para o topo comigo”.

Eles conversaram sobre as suas características físicas que ajudavam em nas provas, as dificuldades das modalidades e brincaram falando que não se imaginam competindo nos 800 metros. “Deve doer tudo”, riu Alison. Os dois contaram que o início no esporte não foi através do atletismo. 

“Eu gostava muito de futebol, era meu sonho de moleque ser jogador de futebol. Tentei algumas vezes, fiz teste, mas fui negado pela minha deficiência. Algumas vezes eu até brincava, eu não vou ser o goleiro! Eu gostava de competir e um tempo depois me perguntaram por que eu não tentava o atletismo. Fui convidado para fazer um teste e dali já fui direto para o campeonato regional e depois para o nacional. Em 2014, me ligaram dizendo que eu estava sendo convocado para a seleção para a competir no sul-americano. Pensei que era trote!”, lembrou Petrucio. Alison revelou por que mudou de modalidade. “Eu comecei em 2014 no atletismo. Quando era pequeno eu fazia judô, fiz por sete anos e não sentia evolução e fui procurar outros esportes. Conheci o atletismo em uma palestra da escola em São Joaquim da Barra, gostei e logo no ano seguinte fui medalhista no Campeonato Brasileiro Mirim. Aí não parei mais”. 

Além do Clube, da velocidade e da paixão pelo esporte, eles têm mais algo em comum: a alegria. Alison e Petrucio contaram que gostam de divertir os amigos e levar alegria aos bastidores dos treinos. Eles se mostraram preocupados com o momento em que estamos vivendo e contaram que estão treinando em casa durante o isolamento social por conta da pandemia do coronavírus. O foco é o fortalecimento físico e ambos voltaram a correr em ruas vazias, respeitando as normas da quarentena. Os dois confessaram saudades das pistas. 

“Um dia me peguei lembrando das viagens e competições. Meu foco estava nos Jogos Paralímpicos, mas agora estamos fazendo o que é possível”, disse Petrúcio. “Um dia desses vi uma reprise da minha corrida do mundial na televisão. Que saudade de competir!”, confessou Alison, que foi finalista dos 400 metros com barreira no Mundial de Atletismo de Doha 2019. Petrúcio contou então que viu ao vivo o feito do paulista e que torceu muito. O paratleta elogiou e ainda quis saber como ele tinha conseguido crescer na reta final. “Você está perguntado para mim? Logo você? O mais rápido do mundo?”, disse rindo Alison que contou ser fã de Petrúcio. 


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