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A 50 dias de Gangwon 2024, Brasil tem nove atletas classificados para os Jogos de Inverno da Juventude

Matheus Figueiredo, Presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, será o Chefe de Missão; competição começa dia 19 de janeiro

A 50 dias de Gangwon 2024, Brasil tem nove atletas classificados para os Jogos de Inverno da Juventude
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Faltando apenas 50 dias para a Cerimônia de Abertura dos próximos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude, a delegação brasileira vai tomando forma. A equipe já tem nove vagas encaminhadas para a competição, que terá Matheus Figueiredo, presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), como Chefe de Missão. Há ainda a expectativa de novas classificações até 17 de dezembro, dia em que fecha o ranking da Federação Internacional de Esqui (FIS, na sigla em inglês. Já os atletas de skeleton e bobsled podem disputar etapas do circuito júnior até o dia 09 de dezembro.

“É um orgulho imenso chefiar uma Missão Olímpica do Brasil, mas também uma grande responsabilidade. Muito provavelmente teremos na Coreia a maior delegação do Brasil em uma edição de Jogos Olímpicos de Inverno e estamos trabalhando junto com toda a equipe do COB para entregar um projeto com excelência e com total suporte aos atletas e treinadores em todas as modalidades em que teremos atletas”, disse Matheus.

O Brasil já tem sete atletas oficialmente classificados: Zion Bethonico, no snowboard cross; João Teixeira, no snowboard slopestyle/big air, e que ainda tem chance de se classificar no snowboard halfpipe; Lucas Koo, na prova de pista curta da patinação velocidade; e a equipe mista de curling, que terá Pedro Ribeiro Alves, Guilherme Garcez Doria de Melo, Julia Dias Gentile e Rafaela Bonfim dos Santos Ladeira. Os atletas Cauê Miota e Eduardo Strapasson do skeleton só estão esperando a confirmação oficial, mas a CBDG já os considera nos Jogos.


Além deles, o país pode ter mais nove atletas em Gangwon. Alice Padilha, Arthur Padilha e Nicolas Norris no esqui alpino; Julia Reis, Mariana Lopes, Ian Silva e Gabriel Santos no esqui cross-country; e Luiz Felipe Seixas e André Luiz dos Santos, no bobsled (monobob). Caso o Brasil atinja a classificação desses atletas, estabeleceria um novo recorde no número de classificados e de modalidades representadas. Hoje, a marca pertence a Lausanne 2020, em que o Brasil teve 12 atletas em seis esportes.

“Estamos muito empenhados em conseguir classificar e preparar os atletas brasileiros de neve para uma participação recorde nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2024. O evento é um ponto chave no plano de desenvolvimento dos atletas da perspectiva de desempenho esportivo, além de ser uma oportunidade única de ganhar experiência em eventos multiesportivos nessa idade”, disse Pedro Cavazzoni, chefe da equipe de Desportos na Neve.

“Temos ótima expectativa de resultados na Coreia porque vários atletas de até 16 anos já têm experiência de três ou quatro anos em competições internacionais, o que comprova o crescimento e evolução dos esportes de inverno do Brasil”, completou Figueiredo.



O Chefe da Missão Gangwon 2024

Matheus é engenheiro com MBA em Gestão Estratégica. Participou como aluno do Curso Avançado de Gestão Esportiva (CAGE) em 2013/2014 e do de Gestão do Esporte e Planejamento Estratégico em 2014/2015 e como professor no curso de Gestão Avançada do Esporte com foco em Planejamento Estratégico 2016/2017 e em Compliance 2017/2018, todos cursos homologados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e gerenciados pelo Instituto Olímpico Brasileiro (IOB). Além de presidente da CBDG, Matheus também é membro do Conselho de Administração do COB e do Conselho de Administração da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo.

Gangwon 2024

A Cerimônia de Abertura de Gangwon 2024 será no dia 19 de janeiro, marcando o início dos maiores Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude já realizados, com aproximadamente 1.900 jovens atletas competindo em 81 eventos de sete esportes e 15 disciplinas, com uma divisão de 50-50 entre competidores masculinos e femininos.

Os 4º Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno (JOJI) serão realizados na província de Gangwon, na República da Coreia, que já sediou os Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018. Estes primeiros JOJI a serem realizados na Ásia irão utilizar o legado dos Jogos Olímpicos e envolver ainda mais jovens através de várias atividades antes, durante e depois dos Jogos.

O objetivo do Comitê Organizador Gangwon 2024 é permitir que os jovens celebrem a convivência pacífica e a união através do esporte para juntos criarmos um futuro melhor. O objetivo é impulsionar mudanças positivas e a união social na região, impactando a sociedade nas áreas de esporte, cultura e educação.

Moongcho, mascote do Gangwon 2024

Moongcho é uma bola de neve voadora que simboliza um dos principais aspectos do esporte: a velocidade. O nome da mascote deriva do verbo coreano mungchida, que significa reunir como um só.

Cada bola de neve é única, mas todas têm uma base comum na neve. Da mesma forma, os jovens atletas se unirão e compartilharão seus sonhos enquanto crescem juntos através dos Jogos Olímpicos da Juventude.

Assim como os atletas, a mascote também é um legado de PyeongChang 2018. Ele nasceu de uma bola de neve que Soohorang e Bandabi, as mascotes oficiais dos Jogos Olímpicos de cinco anos atrás, usaram em uma brincadeira nas montanhas de Gangwon. Moongcho herdou a qualidade de esportividade de Soohorang e Bandabi, Moongcho está esperando ansiosamente pelo início dos Jogos!

Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude

A primeira edição dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude foi realizada em 2012, em Innsbruck, na Áustria. O evento reuniu cerca de mil atletas de mais de 60 países, disputando 15 modalidades esportivas. O Time Brasil foi representado por dois atletas de 15 anos: pela paulista Eliza Nobre, 42ª no slalom gigante; e pelo cearense Tobias Macedo, 33ª posição no geral do slalom especial, e em 9º entre os atletas de sua idade, sendo o melhor sul-americano.

Lillehammer 2016 contou com cerca de 1.100 atletas de 70 países disputando 15 modalidades, algumas com formato inédito. O Time Brasil foi representado por dez atletas: Altair Firmino, no esqui cross country; Michel Macedo, no esqui alpino; Laura Nascimento e Robert Barbosa, no skeleton; Jéssica Victoria e Marley Linhares, no monobob; e uma equipe mista de curling formada por Elian Rocha, Giovanna Barros, Raissa Rodrigues e Victor Santos.

Destaque para o 15º lugar obtido por Michel Macedo no Super-G. Esta foi a melhor colocação do esqui alpino brasileiro em eventos olímpicos, de jovens ou adultos. No monobob, Marley Linhares e Jéssica Victória chegaram ao oitavo e nono lugares, respectivamente, mostrando talento na pilotagem a mais de 110km/h.

Lausanne 2020, terceira edição dos JOIJ, contou com um número igual de atletas masculinos e femininos. Cerca de 1.880 atletas competiram em 8 esportes, sendo 16 disciplinas, e em 81 eventos de medalhas durante os 13 dias de evento. O Time Brasil contou com 12 atletas, de 6 modalidades: Noah Bethonico, no snowboard cross; Manex Silva, Rhaick Bonfim, Eduarda Ribera e Taynara da Silva, no esqui cross-country; a mesma Taynara também disputou o biatlo; Lucas Carvalho e Larissa Cândido, no skeleton; Gustavo Ferreira, no monobob; e a equipe mista de curling composta por Gabi Rogic Farias, Michael Velve, Vitor Melo e Leticia Cid.

No snowboard cross, em que o Brasil foi representado no evento pela primeira vez, Noah Bethônico ficou na 11ª colocação, garantindo a melhor colocação entre os atletas brasileiros em Lausanne. Ainda no gelo, a equipe mista de curling do Brasil marcou pontos em todos os jogos em uma competição internacional pela primeira vez e ainda quebrou os recordes de pontos marcados em uma mesma partida, na derrota de 12 a 3 para Dinamarca. Já na neve, o Brasil teve o melhor sul-americano em todas as provas de esqui cross-country que disputou, com direito a recorde de pontos FIS em todas elas. Destaque para o Top 40 de Manex Silva na prova de Sprint

Além das disputas por medalha, os Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude têm um extenso programa cultural e educativo, que introduziu de forma lúdica os jovens atletas de 15 a 18 anos ao Olimpismo e aos Valores Olímpicos, além de sensibilização para questões importantes, tais como os benefícios de um estilo de vida saudável e a luta contra o doping.

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