Time Brasil ultrapassa as 100 medalhas e natação se despede de Santa Fé 2026 com 29 títulos
Gabriela Roncatto e Beatriz Dizotti comemoram marca histórica e Brasil encerra campanha com 54 pódios. Stephan Steverink foi o principal nome da natação nos Jogos Sul-americanos

Sátiro Sodré/CBDA
O Time Brasil chegou à centésima medalha nos Jogos Sul-americanos Rosário 2026 e não poderia ser de melhor forma, com duas atletas subindo ao pódio na natação. Ao longo de quatro dias, foram 29 títulos brasileiros em 42 provas e 54 medalhas no total para o Brasil. A marca foi alcançada na prova dos 400m livre feminino, com as medalhas de Gabrielle Roncatto e Beatriz Dizotti. Stephan Steverink, líder do quadro de medalhas individual no momento, ainda fechou com chave de ouro sua campanha, nos 400m livre.
Foram dez medalhas na noite desta quarta-feira. Com os seis ouros, uma prata e três bronzes na noite, a natação brasileira terminou os Jogos Sul-americanos de forma dominante. Foram 29 ouros em 42 provas. Somando as 16 pratas e nove bronzes, o Time Brasil conquistou um total de 54 medalhas. Para Felipe Domingues, chefe de equipe da natação em Santa Fe 2026, o resultado não surpreendeu.
“A gente fez uma estimativa interna de 55 medalhas, então está dentro do panorama. A natação teve uma ótima participação com bons resultados. Mesmo no final do ano, um pessoal nadando para o melhor da temporada. Somos uma mistura de juventude e experiência, com Léo de Deus, Etiene Medeiros e João Gomes Jr. ganhando as provas. O Brasil está de parabéns e a gente tá mantendo a nossa hegemonia na América do Sul”.
Nadadoras comemoram marca centenária
Curiosamente, Gabi Roncatto e Bia Dizotti foram também as responsáveis pelas primeiras medalhas da natação brasileira, na final dos 800m livre, que teve vitória de Roncatto. “Os 800m foi uma prova decidida na batida de mão. Foram várias competições intensas para mim e para a Bê, então a gente sai feliz, com missão cumprida”, disse Roncatto.
Beatriz completou a coleção das medalhas com o bronze nos 400m livre. Além da prata nos 800m livre, ela foi ouro nos 1.500m. Já Gabi Roncatto ainda foi prata nos 200m livre e integrou o revezamento campeão do 4x200m.
“É uma honra abrir as medalhas da natação e ainda levar essa 99ª e 100ª medalha. É sempre bom conquistar medalhas para o Brasil. E números históricos são bons também”, comemorou Dizotti.
Leonardo de Deus comemora novo tetracampeonato
Stephan Steverink foi o maior nome da natação nos Jogos e se despediu da melhor forma: ouro nos 400m livre, com recorde dos Jogos Sul-americanos, 3min46s07. A marca anterior era 3min47s56, de Guilherme Costa em Assunção 2022. O Cachorrão ficou com a prata, com 3min48s57. Ele terminou as disputas com quatro ouros (200m livre, 400m livre, 400m medley e 4x200m livre), uma prata (800m livre) e um bronze (1.500m livre).
A programação da noite começou com o ouro de Maria Luíza Pessanha nos 200m borboleta, com 2min12s61. Joice Otero Rocha terminou em sexto lugar na prova. Um dia após conquistar o tetracampeonato nos 200m costas, Leonardo de Deus repetiu o feito, desta vez nos 200m borboleta. Em uma disputa decidida na batida de mão, Leo de Deus fechou em 1min57s86, contra 1min57s87 do venezuelano Manuel Diaz. Pedro Buch foi bronze, com 1min58s44.
Pedro Spajari, que havia obtido o melhor tempo de sua carreira nas eliminatórias (21s88), mais uma vez nadou abaixo dos 22 segundos. Ele venceu os 50m livre com 21s91. Marco Ferreira ficou em quinto lugar na mesma prova, com 22s61. Luanna Nunes foi medalhista de bronze com 25s36, pouco à frente de Etiene Medeiros, quarta colocada com 25s47. A atleta veterana já havia sido campeã dos 50m borboleta nos Jogos Sul-americanos.











