As mulheres que fizeram história: medalhistas de Atlanta 1996 celebram 30 anos de pioneirismo na COB Expo
Atletas que subiram ao pódio no basquete, no vôlei e no vôlei de praia relembram conquistas que ajudaram a transformar o esporte feminino no Brasil

Wander Roberto/COB
Pioneiras. Vencedoras. Lendas do esporte brasileiro. Todas reunidas na COB Expo, em São Paulo, para celebrar um momento histórico do nosso esporte que completa 30 anos em 2026: as primeiras medalhas femininas do país em Jogos Olímpicos.
Atlanta 1996 é um marco para as mulheres brasileiras. No vôlei de praia, Jackie Silva e Sandra Pires conquistaram a medalha de ouro em uma final contra Adriana Samuel e Mônica Rodrigues. No basquete, Magic Paula e Janeth garantiram a prata. E, no vôlei de quadra, Virna e Fofão foram medalhistas de bronze.
“Foi o momento da verdadeira transformação na história do nosso esporte. Não tínhamos noção do que aquelas medalhas representavam naquela época e, quando voltamos para o Brasil depois dos Jogos, percebemos de verdade o que havia acontecido”, conta Virna.

“Estamos muito felizes de vir aqui e bater um papo. Aquela conquista transcendeu o esporte. A chegada ao Rio de Janeiro foi muito emblemática, desfilamos no caminhão de bombeiros e víamos a alegria de outras mulheres. Olhávamos para as janelas e tinham várias jogando papel picado dos prédios, acenando na rua, fazendo questão de que notássemos que elas estavam felizes”, completa Adriana Samuel.
A conversa na COB Expo também colocou em perspectiva a dimensão coletiva daquela geração. Mais do que medalhas, as atletas ajudaram a construir referências para meninas que passaram a enxergar no esporte uma possibilidade de carreira e de protagonismo.
“Somos mulheres que quebramos barreiras e paradigmas e, de 30 anos para cá, vimos várias delas assumirem posições que antes eram impensáveis no esporte. Inspiramos não só no esporte, mas para fazerem o que quiserem”, afirma Magic Paula.
“Ser pioneira demonstra muita coragem, resiliência e disciplina. Trabalhamos muito e acabamos ajudando, despertando esse legado feminino. O investimento era baixo, a divulgação também não era a mesma de hoje, mas conseguimos vencer. Mostramos que as mulheres brasileiras podiam competir em alto nível, inspirar e vencer”, finaliza Sandra.












