A história dos atletas brasileiros em todos os momentos e em diferentes formatos

Painel na COB Expo debate como contar comunicar o esporte ao longo de todo o ciclo olímpico

Por Comitê Olímpico do Brasil

2 de out, 2026 às 18:59 | 3 minutos de leitura

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Foto: Wander Roberto/COB

Contar as histórias dos atletas e do esporte brasileiro é, por si só, uma conversa capaz de prender a atenção de qualquer público. Não por acaso, o tema ganhou espaço na programação da COB Expo nesta sexta-feira (2), com o painel “Storytelling em alta performance: como construir narrativas que engajam o novo fã olímpico e fomentam a Nação Esportiva”. Mediado por João Pedro Paes Leme, CEO da Play9, o debate contou com a participação de Manoela Penna, diretora de Comunicação, Marketing e Valores Olímpicos do COB, Renato Ribeiro, diretor de Esportes da Globo, e João Palomino, diretor da LiveSports. A conversa abordou a influência das novas mídias na comunicação esportiva e os desafios de construir narrativas capazes de atravessar os quatro anos de um ciclo olímpico.

Logo de saída, os participantes concordaram em um ponto: o esporte é o território da imprevisibilidade. “Isso o torna fantástico”, defendeu Manoela Penna. “Não saber o final da história, para o storytelling, é maravilhoso”, completou. Na mesma linha, João Palomino ressaltou o enorme potencial ainda existente para a comunicação dos esportes olímpicos. “Há muito conteúdo represado. Por isso nós, da LiveSports, escolhemos contar essas histórias por meio das transmissões de diferentes modalidades”, afirmou.
 

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Foto: Wander Roberto/COB



E as oportunidades de boas histórias se multiplicam a cada encontro do Time Brasil. Para Renato Ribeiro, cada Missão funciona como um reflexo do próprio país. “Uma delegação é um retrato do Brasil. Você encontra pessoas de diferentes regiões, religiões, classes sociais e orientações. Para nós, na Globo, isso tem muito valor. Contar histórias está no nosso DNA, somos fortes na dramaturgia. E ali encontramos diversos arcos dramáticos, jornadas de herói”, explicou.

Se as histórias sempre estiveram presentes, o que mudou foi a quantidade de caminhos disponíveis para contá-las. João Pedro Paes Leme lembrou que, no passado, a comunicação seguia um modelo mais simples, de um emissor para muitos receptores. Hoje, a fragmentação das plataformas exige adaptações constantes. “Eu costumo dizer que cada uma delas tem seu próprio idioma. E precisamos saber falar todos eles”, observou.

 

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Foto: Wander Roberto/COB



Para Renato Ribeiro, o principal guia nessa mudança continua sendo entender a expectativa de cada público. “O importante é termos certeza de que estamos alcançando o maior número possível de pessoas. Por isso, hoje, empacotamos o mesmo conteúdo em formatos diferentes”, explicou.

Nesse cenário, Manoela Penna destacou a criação da Media House do COB como uma estratégia para ampliar o alcance das histórias do esporte brasileiro. “De certa forma, é como ter o COB atuando como capitão de um time de parceiros que nos ajudam a produzir conteúdo e a harmonizar toda essa comunicação”, afirmou.

 

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Foto: Wander Roberto/COB



A parceria anunciada durante a COB Expo entre a Globo e a Time Brasil TV surge justamente como um exemplo dessa construção conjunta de narrativas. Para Renato Ribeiro, a força da marca Time Brasil é essencial para conectar o público aos atletas ao longo de todo o ciclo olímpico. “O Time Brasil é muito importante. Nos quatro anos que separam uma edição dos Jogos Olímpicos da outra, ele funciona como um carimbo para o público identificar quem são os atletas brasileiros. Seja o Piu na Diamond League, os surfistas no circuito mundial ou qualquer outra modalidade. É essa grande comunidade esportiva que queremos mostrar”, concluiu.

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