Copa do Mundo de 2027 coloca visibilidade e legado do futebol feminino no centro do debate

Painel na COB Expo reúne representantes da organização, imprensa e ex-atletas para discutir oportunidades geradas pela realização do Mundial no Brasil

Por Comitê Olímpico do Brasil

3 de out, 2026 às 11:34 | 2 minutos de leitura

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Foto: Wander Roberto/COB

A realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil representa mais do que a oportunidade de receber pela primeira vez o principal torneio do futebol feminino mundial. O evento também abre espaço para discutir como ampliar a visibilidade da modalidade no país e contribuir para a construção de um legado duradouro. 

O tema foi debatido na COB Expo 2026, em São Paulo, com a presença de Aline Pellegrino, diretora executiva de Legado e Relações Institucionais da Copa do Mundo Feminina; Juliana Agatte, Secretária Extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027; das jornalistas Renata Mendonça e Mariana Pereira; e de Ana Paula de Oliveira, ex-árbitra e assistente, atualmente também trabalhando na área de comunicação.

“Em 2015, havia um descaso tão grande com o futebol feminino que as pessoas não cumpriam o básico do dever do jornalista, que era checar a informação, e você via muitos erros de equipes de reportagem falando sobre atletas da Seleção Brasileira”, diz Renata, comentarista do Grupo Globo.

“Quando cheguei ao São Paulo, fui aprovada em uma peneira e, de repente, cheguei a um clube profissional, com uma rotina profissional. Foi um choque muito grande. Durante anos eu não via o futebol como perspectiva de profissão. Pensava em ser professora de educação física”, complementa Aline, que foi zagueira e capitã da Seleção Brasileira.

 

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Foto: Wander Roberto/COB



A discussão também abordou a importância de criar uma cultura de consumo em torno do futebol feminino. Juliana destaca que a divulgação da Copa de 2027 precisa ser pensada como uma estratégia capaz de aproximar o público da competição e estimular a presença nos estádios.

“Comunicação é um percurso. Nesse percurso, como vamos criando essas narrativas? Como construímos esse caminho conjuntamente? Todas as informações de divulgação vão criando uma cultura de consumo, e isso impacta na presença do público no estádio. É algo que estamos tentando criar em parceria com a CBF e também com a FIFA”, explica.

Dessa forma, o debate na COB Expo mostra que o legado da Copa de 2027 será construído antes mesmo da bola rolar e dependerá da capacidade de diferentes setores transformarem visibilidade em conexão, informação, público e novas oportunidades para o futebol feminino brasileiro.

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