Brasil estreia em Milão-Cortina 2026 com melhor resultado do país no esqui cross-country
Manex Silva alcança o Top 50 no sprint livre. Após acidente, Bruna Moura se torna atleta olímpica e Duda Ribera registra melhor pontuação feminina do Brasil em Jogos

Foto: Gabriel Heusi/COB
O Time Brasil começou oficialmente a trajetória em Milão-Cortina 2026. Nesta terça-feira, 10 de fevereiro, Eduarda Ribera, Bruna Moura e Manex Silva entraram em ação no sprint livre do esqui cross-country, em Tesero. Com 3min25s48 e a 48ª colocação, Manex alcançou o melhor resultado do Brasil na modalidade em Jogos Olímpicos, superando o 66º lugar de Jaqueline Mourão em Vancouver 2010. Ele chegou ainda próximo do recorde sul-americano, que se mantém com o argentino Francisco Jerman: 44º em 1960.
"Eu estava sonhando com um resultado assim. É verdade que eu sou muito estrito, tenho expectativas altas, mas estou feliz porque eu acho que eu fiz uma boa corrida, dei o meu melhor e acho que não poderia ter ido melhor do que isso. Estou muito feliz em ter feito o melhor resultado da história do Brasil em provas individuais da modalidade e eu acho que ainda dá para melhorar, então nos próximos anos eu vou tentar ir melhorando esse resultado para chegar perto dos melhores”, disse Manex.
Duda Ribera encerrou o percurso de 1,5km na 72ª posição, com 4min17s05, chegando a 226.67 pontos FIS — a melhor pontuação do Brasil em Jogos Olímpicos entre as mulheres. Bruna Moura, com 254.53 pontos, terminou em 74º lugar, após 4min22s07 de prova.
"Me senti muito bem na prova, então estou muito feliz pela preparação desses últimos dias e com mais um resultado bom para mim. Agradeço pelo carinho de todo mundo, pela minha família que está aqui”, disse Duda.
Duda ainda comentou sobre o que mudou da sua primeira para a segunda participação olímpica. “Estou muito feliz por estar mentalmente mais forte, minha psicóloga e todos por trás disso fizeram a diferença para que eu me enxergasse melhor nesses Jogos Olímpicos", concluiu.
Enfim atleta olímpica
Um sonho adiado em quatro anos: Bruna Moura pode enfim se dizer atleta olímpica. A paulistana de 31 anos estava classificada para os Jogos de Inverno Pequim 2022 quando, a caminho da competição, sofreu um grave acidente de carro. Após dois meses sem conseguir andar e um ano e meio de fisioterapia, Bruna voltou a treinar e competir, conquistando posteriormente a vaga para Milão-Cortina — e escrevendo, desta vez, o seu capítulo olímpico.
“Eu estou muito, muito feliz. E a hora que eu vi a linha de chegada depois da última descida, ali para mim já significou tudo. Eu sei que ainda tem mais duas provas pela frente, mas esta aqui para mim já foi a prova da minha vida. Agora eu posso oficialmente dizer: atleta olímpica”, comentou Bruna.
O que vem por aí
O Time Brasil não para. Nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, Pat Burgener e Augustinho Teixeira entram em ação no halfpipe masculino de snowboard, em Livigno, a partir das 15h30 (horário de Brasília). Na quinta-feira, dia 12, é a vez do retorno ao centro de esqui cross-country de Tesero: Eduarda Ribera e Bruna Moura disputam os 10km femininos no estilo livre, a partir das 9h (horário de Brasília) — buscando encerrar a participação na neve com mais uma marca histórica para o esporte brasileiro. Manex Silva volta a competir no dia 13, quinta-feira, mesma data em que Nicole Silveira estreia no skeleton em Cortina D’Ampezzo.












