Logo
Milão-Cortina

Livre e inspirador, Lucas Pinheiro Braathen está pronto para defender o Brasil em Milão-Cortina 2026

Em coletiva de imprensa realizada na Casa Brasil, em Milão, esquiador brasileiro comentou sobre a alegria de vestir as cores do país e objetivo de deixar um legado para os esportes de inverno

Por Comitê Olímpico do Brasil

7 de fev, 2026 às 11:30 | 4 min de leitura

Compartilhe via:

Lucas Pinheiro Braathen em coletiva de imprensa na Casa Brasil, em Milão. Foto: Jonne Roriz/COB

Lucas Pinheiro Braathen, principal nome do Time Brasil no esqui alpino nestes Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, se sente livre e preparado para o grande desafio da carreira. Em coletiva de imprensa na Casa Brasil, em Milão, na manhã deste sábado, 07, o esquiador brasileiro refletiu sobre a pressão de carregar a bandeira brasileira, além da possibilidade de um resultado histórico para o país nestes Jogos. E, sobretudo, ponderou sobre a representatividade e o desejo de inspirar pessoas, objetivos que pretende deixar marcados na história dos esportes de inverno. 

 

Porta-bandeira da delegação brasileira na Cerimônia de Abertura em Milão – dividindo o posto com Nicole Silveira, em Cortina –, Lucas comentou sobre a alegria e a liberdade que sente ao vestir as cores do Brasil. Para ele, a oportunidade de disputar os Jogos Olímpicos é motivo de grande honra e a principal meta é deixar um legado para os brasileiros. 

 

“Eu quero sair desses Jogos como uma fonte de inspiração. Quero que as pessoas aí em casa, assistindo, vendo nossas cores nos Jogos Olímpicos de Inverno, realmente entendam que tudo é possível. Não importa de onde você seja, suas roupas, seu sotaque. O que importa é o que há por dentro”, afirmou.  

 

Lucas reforçou a simbologia dos Jogos Olímpicos principalmente por um momento marcante no desfile da Cerimônia de Abertura. Ele compartilhou a bandeira brasileira com Bruna Moura, atleta do esqui cross country que ficou fora dos últimos Jogos em Pequim 2022 por ter sofrido um acidente a poucos dias da competição. 

 

“Algo muito especial aconteceu ontem (sexta). Conhecendo a Bruna e sua história, e compartilhando essa Cerimônia de Abertura com ela e a bandeira do Brasil, acredito que seja isso o que os Jogos Olímpicos representam. Eles se centram nas performances dos atletas em suas disciplinas, mas para mim são as histórias de vida que vão além disso, que podem realmente inspirar e trazer uma diferença significativa para as sociedades em todo o mundo. É uma honra ser parte disso. É uma honra representar o Brasil. Vamos embarcar nesse sonho olímpico”, endossou Lucas. 

 

Nos preparativos para entrar em ação na sede de Bormio, local das competições do esqui alpino, Lucas Pinheiro Braathen fez uma análise dos desafios que vai encontrar. O brasileiro disputa as provas do slalom e do slalom gigante a partir do próximo sábado, 14, e, além de estar focado nas descidas da montanha, lida de forma consciente com a expectativa de fazer um resultado histórico: conquistar a primeira medalha do Brasil em uma edição de Jogos Olímpicos de Inverno. 

 

“A pista em Bormio é desenhada para as disciplinas de Downhill e Super G, principalmente. Agora, estão trazendo as categorias técnicas. É uma pista que você precisa criar a força, velocidade, frequência. É uma pista um pouco mais fácil do que a gente está competindo na Copa do Mundo. Mas é nesse tipo de pista que é ainda mais difícil esquiar rápido. Então a gente sempre fala que isso é uma arte dentro do nosso esporte, conseguir achar essa velocidade. Vou abraçar essa pista com todo o amor que eu tenho pela velocidade, pela energia e vou trazer isso para a minha performance”, comentou, pontuando a virada de chave sobre a pressão em relação a um resultado inédito para o Brasil. 

 

“É tudo menos que fácil lidar com essa pressão. E essa é a verdadeira beleza disso. A pressão que eu trago para estes Jogos é algo que eu tento abraçar com gratidão, porque se eu não lidasse com essa pressão, eu não poderia demonstrar algo diferente. No fim das contas, se eu não estivesse aqui para fazer a diferença, por que estaria aqui, então? Ao invés de ter essa relação com a pressão como algo que poderia me incomodar, algo negativo com o qual tenho de lidar, o meu objetivo é utilizá-la como minha vantagem. E ver o quão longe ela pode me levar”, reforçou. 

 

No fim do encontro com os jornalistas do mundo todo na Casa Brasil, Lucas Pinheiro Braathen ainda foi presenteado com uma bandeira personalizada do Movimento Verde Amarelo, torcida brasileira presente em eventos esportivos mundialmente. E esse ato simbolizou o momento do Lucas com o Brasil: emoção, liberdade, inspiração. 

 

“Para mim, o esporte é uma forma de arte. É uma arte de performance. Se você pergunta para qualquer artista o que é a coisa mais importante, ele vai dizer que é ser autêntico. Se você não é você mesmo não dá para o povo aqui te sentir, confiar em tua mensagem. Então, para mim é importante trazer a mensagem, expressar o que é meu propósito verdadeiro. Eu precisava dessa liberdade. Eu sinto em cada competição que eu trago essa liberdade e isso aumenta a minha performance. Sinto, ultimamente, o orgulho e a alegria que esse esporte me traz. E sou muito grato por essa realidade”, finalizou.  

ÚLTIMAS NOTÍCIAS