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‘Sistema Isports para Talentos Esportivos’ vence Prêmio Esporte Inovação do Congresso Olímpico Brasileiro

Projeto que procura usar métricas e estatísticas para avaliar atletas na modalidade judô foi o grande campeão do concurso de trabalhos acadêmicos

‘Sistema Isports para Talentos Esportivos’ vence Prêmio Esporte Inovação do Congresso Olímpico Brasileiro
Os vencedores do Prêmio Esporte Inovação. Foto: Miriam Jeske/COB

Um dos momentos mais aguardados do II Congresso Olímpico do Brasil era a divulgação do resultado do Prêmio Esporte Inovação, o concurso de soluções para os desafios enfrentados pelo esporte no Brasil. E o grande vencedor da votação popular entre os cinco trabalhos expostos no Centro de Convenções Salvador foi “Sistema Isports para Talentos Esportivos - Modalidade Judô”, de Caroline Godoy, Anderson Ara, Francisco Louzada Neto, Leandro Carlos Mazzei, Marcus Agostinho, e José Olívio Júnior.  O projeto foi apresentado no Palco Talks, neste domingo, 20 de março, para todos os participantes. O trabalho foi premiado com R$ 15 mil e um dos autores também terá a oportunidade de viver a experiência dos Jogos Olímpicos Paris 2024.

“Falei pros meus alunos que estavam ajudando aqui que, como ex-atleta, a sensação é como se tivesse participando de uma competição real. O resultado a gente espera só no final, deu frio na barriga, ansiedade e quando passa o terceiro, o segundo, você pensa ‘nossa, e agora?’, mas é uma felicidade muito grande, satisfação, de reconhecimento. Nós somos pesquisadores, acima de tudo, e existimos para isso para contribuir com os setores que precisam de inovação. É quase como ganhar uma medalha olímpica”, disse Mazzei.

O projeto utiliza de matemática e estatística para coleta de dados em testes feitos para atletas de judô. O projeto foi validado pela Confederação Brasileira de Judô, com testes sugeridos pela CBJ. Todos os dados coletados são reunidos em uma nota que varia de 0 a 100. Assim, é possível comparar diferentes atletas, mas também o desenvolvimento de um mesmo esportista ao longo do tempo. De acordo com os autores, a metodologia pode ser facilmente replicada para outros esportes.

“É uma união entre a matemática e a estatística com as modalidades esportivas. Se a gente pensar que o sistema já tem uma metodologia de construção dessa nota, isso pode ser replicado para outras modalidades, com testes específicos em cada uma delas. Importante salientar que esses atletas podem ser de alto desempenho ou apenas praticantes recreativos porque o sistema compara atletas entre grupos”, contou Ara.

“Nesse processo, é importante que as outras modalidades cheguem e tragam seus especialistas para que eles possam pontuar o que é importante nessa avaliação, seja com relação à modalidade ou a idade. Nossa intenção com o projeto aqui é que a gente possa ter mais condição de ter fazer as adaptações necessárias para as outras modalidades e até aprofundar no judô incluindo mais testes”, completou Mazzei.

O segundo lugar ficou com o projeto “Medidor de Velocidade de Pedestres: Descobrindo Talentos Para o Esporte”, de Fabiano Peçanha, Juliano Peçanha, Jaqueline Beatriz Weber, e  Luciano Peçanha. E o terceiro trabalho foi o “Ciclismo Virtual Brasileiro – Competições Virtuais em Percursos Reais”, de Schubert Abreu, Daniel Pawel e Rodrigo Rosa. Eles ganharam um dia de vivência no COB e no Centro de Treinamento do Time Brasil, além do valor de R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente.

O segundo lugar ficou com o projeto 'Medidor de Velocidade de Pedestres: Descobrindo Talentos Para o Esporte'. Foto: Miriam Jeske/COB
O segundo lugar ficou com o projeto 'Medidor de Velocidade de Pedestres: Descobrindo Talentos Para o Esporte'. Foto: Miriam Jeske/COB

“A nossa grande alegria é o impacto que o Medidor de Velocidade vai causar na vida das pessoas envolvidas, na descoberta de talentos para o esporte nacional. É uma revolução em termos de captação de talentos, independentemente de idade ou classe social, que é super democrático e válido pra todos os esportes, uma abrangência sem igual. Ter ficado em segundo nos dá a certeza de que nossa ideia é boa e, realmente, acertamos ao acreditar e colocar em prática”, disse Fabiano Peçanha.

“Mesmo sendo um terceiro lugar, é uma medalha olímpica para gente, para o projeto. Estar entre os três primeiros do Projeto Esporte Inovação é uma satisfação muito grande. Existe um time muito grande por trás de quem está aqui no Congresso e esse prêmio é de todos eles. A ideia do projeto é justamente trazer o esporte eletrônico para o movimento olímpico. A única diferença em comparação à rua é que o atleta não sai do lugar. Hoje, somos os únicos da América Latina a fazer esse tipo de trabalho, de disciplina virtual, utilizando regras reais de ciclismo, dados de GPS e altimetria reais”, contou Schubert.

Os trabalhos foram escolhidos por meio de votação, depois de passarem por duas etapas em um processo de seleção por uma comissão formada por especialistas das áreas das Ciências do Esporte e professores dos cursos do IOB. O concurso, uma das novidades do II Congresso Olímpico Brasileiro, recebeu projetos que apresentaram soluções para os desafios de gestão, treinamento e demais áreas das ciências do esporte inscritos por profissionais do esporte e estudantes. 

O terceiro trabalho foi o'Ciclismo Virtual Brasileiro – Competições Virtuais em Percursos Reais'. Foto: Miriam Jeske/COB.
O terceiro trabalho foi o'Ciclismo Virtual Brasileiro – Competições Virtuais em Percursos Reais'. Foto: Miriam Jeske/COB.

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