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Seleção brasileira de ginástica rítmica apresenta nova coreografia com tema 'brasilidades'

Nova série do conjunto misto (bolas + fitas) vai estrear na etapa da Copa do Mundo da Grécia, entre os dias 22 e 24 de março. YouTube do Time Brasil transmite ao vivo a competição


A seleção brasileira de ginástica rítmica de conjunto se prepara para uma novidade neste ano olímpico. As meninas do Brasil vão apresentar a nova coreografia na série de conjunto misto (bolas + fitas) e a data para essa estreia se aproxima: a primeira etapa da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica em Atenas, na Grécia, entre os dias 22 e 24 de março. A competição, que será realizada em Palaio Faliro, será transmitida ao vivo no Canal Olímpico do Brasil/YouTube do Time Brasil. É nela que a seleção vai mostrar ao mundo vários elementos de Brasil da nova coreografia cheia de ritmos nacionais.

A seleção embarcou para a Europa com objetivo de competir na primeira perna de etapas da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica. A primeira parada é na Grécia e, de lá, o grupo segue para a Bulgária, onde vai treinar e se preparar para a segunda etapa da Copa do Mundo, em Sofia, entre 12 e 14 de abril. A grande aposta é justamente na nova série do conjunto misto, que traz uma mistura de ritmos e referências culturais do Brasil com um toque de homenagens. O grau de dificuldade da série também aumentou, tudo com o objetivo de seguir no processo de evolução da ginástica rítmica brasileira. 

“A gente tem uma identidade brasileira muito forte sobretudo na parte artística, elemento que vem sendo mais valorizado no código de pontuação da Federação Internacional. Adicionamos também mais dificuldades com o objetivo de fazer a diferença na nota final. Mas a grande novidade é que trouxemos um mix de músicas brasileiras. Nossa ideia é mostrar a brasilidade, toda a ginga, toda a alegria do povo brasileiro nessa nova coreografia”, explicou a técnica da seleção, Camila Ferezin. 

A nova coreografia passeia por fases, como explica a assistente técnica e coreógrafa da seleção brasileira, Bruna Martins. De acordo com ela, a ideia é mostrar uma estrutura de enredo de escola de samba, em que cada ala traz uma história. Assim, o conjunto misto vai apresentar a história do Brasil, começando com os índios, e elementos culturais, como o samba, o funk, além de homenagear personalidades brasileiras, a exemplo da modelo Gisele Bündchen, a ginasta Rebeca Andrade e o Rei Pelé. 

“Essa coreografia é uma homenagem a pessoas, à cultura brasileira. Como não conseguimos chegar em apenas um elemento para homenagear, resolvemos fazer o contexto brasileiro como um todo. Teremos essa mistura sendo apresentada como um enredo de escola de samba e os gestos de cada homenageado vão sendo reproduzidos dentro dos nossos passos de dança”, comentou Bruna. 

“É uma honra para a gente, pois nos inspiramos também em outros atletas e personalidades. Representar nosso país, nossa cultura e poder homenagear grandes nomes é bem legal. Dá mais um ânimo para fazermos a série. Estamos preparadas e confiantes em fazer ótimas apresentações nesse início de ano olímpico. E até os Jogos estaremos afinadas com essa nova coreografia”, completou a capitã da seleção, Maria Eduarda Arakaki. 

A seleção brasileira de conjunto ainda continua com a famosa série de 5 arcos ao som de “I wanna dance with somebody”, de Whitney Houston. Já para a nova coreografia do conjunto misto de arcos e fitas, as músicas escolhidas envolvem pop, samba e funk brasileiros.

“Fizemos uma mistura das músicas que mais escutamos quando estamos no exterior e as pessoas nos procuram para falar do Brasil. Um dos destaques fica para a introdução, com a música da Anavitória, ‘Amarelo, Azul e Branco’, que fala justamente sobre se apresentar e se mostrar para o mundo. A partir daí vêm o samba, o funk. É com essa mistura de referências que a gente espera surpreender e que o público torça, cante junto com a gente e comemore muito, porque com certeza vamos trazer bons resultados”, pontuou Camila Ferezin. 


Capitã da seleção brasileira de conjunto de ginástica rítmica, Maria Eduarda Arakaki, em ensaio da nova coreografia. (Foto: Marina Ziehe/COB)


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