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Paris 2024

Medalhista de prata em Tóquio 2020, Beatriz Ferreira quer o ouro olímpico - e o cinturão

Boxeadora administra carreira híbrida após temporada impecável em 2023

Medalhista de prata em Tóquio 2020, Beatriz Ferreira quer o ouro olímpico - e o cinturão
Wander Roberto/ COB

Medalhista de prata nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, bicampeã mundial e pan-americana, Beatriz Ferreira está atrás de mais uma conquista, a maior de sua carreira. Em julho, ela disputará os Jogos de Paris 2024 em busca da medalha de ouro. Mas se engana quem pensa que férias estão nos planos da atleta para depois do período na França. Se tudo der certo no planejamento de Bia para o ano, além do ouro olímpico ela terá também um cinturão profissional.


“Eu estou na equipe olímpica, eu quero participar de Paris, chegar lá e brilhar, trazer a mãe de todas: a dourada, dessa vez. Nesse meio tempo tem o profissional. Eu também quero fazer muitas lutas para, assim que eu sair de Paris, já poder disputar um cinturão no profissional”, disse a boxeadora.


Os dois estilos da modalidade têm, entre suas principais diferenças, o número de rounds e o tempo entre a pesagem e o início da luta, mais altos no boxe profissional. Bia fez a transição para a carreira híbrida, combinando as duas versões, no final de 2022 e, com a ajuda de Mateus Alves, head coach da Seleção Brasileira, divide o foco nos treinamentos de acordo com o calendário de competições.


“Existe uma cadência de luta diferente, é um número de rounds diferente, a quantidade de horas que a gente pesa até a luta é muito maior no profissional, então sobe muito mais o peso, e aí a gente faz mudanças no nosso planejamento de treino”, diz o técnico. “Quando temos uma etapa em que ela tem muito mais lutas profissionais, separamos o treinamento para o individual, ela foca nesse período de etapa no profissional, realiza essa luta e depois volta a treinar integrada ao time olímpico com a mesma carga dos outros atletas, o que faz com que ela consiga mudar esse jogo e essa condição mental e física para cada tipo de desafio”, explica.


“É o mesmo esporte, mas é muito diferente. No olímpico, a gente não fica parado, não tem isso de querer mandar com muita potência os golpes. ‘É consequência’, a gente fala quando acontece. No profissional é diferente, a gente treina muito focado nessa potência. Não tão rápido, com tanta explosão, mas com muita força”, complementa Bia.