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Jovem prodígio do badminton aos 17 anos, Juliana Viana foca nos Jogos Olímpicos

Piauiense faz parte da seleção brasileira adulta permanente, vai competir nos Jogos Sul-americanos Assunção 2022 e reforça desejo por medalha olímpica

Jovem prodígio do badminton aos 17 anos, Juliana Viana foca nos Jogos Olímpicos
Gwenaelle Maitre/CBBd

Prestes a completar 18 anos, Juliana Viana sabe bem onde quer chegar. A piauiense faz parte da seleção adulta brasileira permanente de badminton e, apesar da pouca idade, tem uma bagagem que a credencia para ir em busca de grandes objetivos. Recém medalhista de ouro no Brasil Series, etapa do circuito mundial da modalidade realizada em Teresina (Piauí), e prestes a competir em seus primeiros Jogos Sul-americanos na categoria adulto, ela já traçou a meta futura: uma medalha olímpica.

Juliana, que ainda tem 17 anos e chega à maioridade ainda neste mês de setembro, jogou em casa no último fim de semana e se sagrou bicampeã do torneio individual do Brasil Series, além de ter faturado uma medalha de bronze nas duplas femininas, ao lado de Jeisiane Alves. Natural de Teresina, a piauiense começou a treinar badminton muito pequena e os muitos anos de experiências no esporte já trouxeram frutos, como o título dos Jogos Sul-americanos Jovem Rosário 2022 e o bronze nos Jogos Pan-americanos Júnior Cali 2021.

“Iniciei no badminton com seis anos, num centro de treinamento perto de casa. Fazia balé, mas me mudei para o badminton porque queria algo mais profissional, com treinos diários. Fui tomando gosto e me inspirando em atletas adultos que treinavam nesse centro. Com 7 anos viajei para um Pan-americano Sub-11 no Canadá e voltei com uma medalha de bronze. Foi aí que virei a chave e me voltei totalmente para o esporte”, contou.

A iniciação precoce da jovem no badminton a levou a colecionar experiências por todo o mundo. Na transição para a adolescência, Juliana deixou de morar com os pais e foi se aperfeiçoar na modalidade na Espanha, país onde morou por quase quatro anos antes de retornar ao Brasil. A convocação para a seleção brasileira permanente de badminton, então, veio de forma natural, mesmo diante da pouca idade. Atualmente ela mora na cidade de Americana, interior de São Paulo, base da Confederação Brasileira de Badminton. 

“Fiz intercâmbios para treinar na China e na Indonésia bem novinha. Com 11 anos fui morar na Espanha para treinar no Centro de Treinamento da cidade de Oviedo, um dos melhores de lá. Voltei ao Brasil em 2019 e, depois desse período crítico da pandemia, em 2021 recebi o convite para integrar a seleção adulta permanente. Desde pequena ter tido essa noção do esporte me ajudou a amadurecer e evoluir pessoalmente dentro e fora de quadra”, relatou. 

Os próximos passos dessa jovem prodígio do badminton brasileiro serão nos Jogos Sul-americanos Assunção 2022, a partir de 1º de outubro. Juliana tem um plano bem definido para a competição e se projeta para construir um caminho de sucesso. O foco principal: Jogos Olímpicos.

“Estou confiante e positiva para Assunção diante de toda a evolução que venho apresentando. Vou com o objetivo de ganhar a medalha de ouro. Depois, terei campeonatos importantes no Peru, El Salvador, Canadá, em que poderei somar pontos e ficar bem ranqueada para o início da corrida olímpica, em março do próximo ano”, disse, reforçando o objetivo olímpico.

“Eu me vejo sim em Paris 2024, apesar de saber que estarei na minha melhor forma em Los Angeles 2028. Sou jovem ainda, quero continuar evoluindo para chegar bem nas Olimpíadas. Não quero só ir, quero medalhar, de preferência o ouro. Sei que é difícil, mas foco no processo, passo a passo nas principais competições do badminton para, assim, chegar nesse objetivo maior”, pontuou. 


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