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Jogos da Juventude

Jogo coletivo garante Santa Catarina na final do futsal feminino

Equipe do Sul venceu o Mato Grosso do Sul por 5 a 4 na semi

Jogo coletivo garante Santa Catarina na final do futsal feminino
Washington Alves/COB

Imponente, Santa Catarina está na final do torneio feminino de futsal dos Jogos da Juventude Aracaju 2022. Ainda que com um susto, a equipe fez valer seu jogo coletivo e venceu o Mato Grosso do Sul por 5 a 4 depois de abrir 5 a 1 no meio do segundo tempo e vai enfrentar o Distrito Federal na disputa pelo ouro. 

Destaque da equipe, a pivô Ana Julia Rocha estava aliviada – e bastante cansada – ao final da partida. “Não sei dizer muito o que houve. A gente dormiu e elas chegaram bem perto no placar. Mas voltamos, fizemos nosso jogo e passamos para a final”, comemora.

Com um jogo solidário e de muita combinação, a equipe envolveu Santa Catarina envolveu o Mato Grosso do Sul desde o início. Saiu na frente do placar de forma natural, mas num cochilo permitiu o empate. Após levar o gol, viu as sul-mato-grossenses equilibrarem as ações até que o técnico Fernando Almeida pediu tempo. “Ele disse para fazermos nosso jogo e aproveitar os espaços”, lembra Ana Julia. Decididamente era o caminho das pedras. Logo após o reinício da partida Santa Catarina retomou a liderança com um gol da própria Ana Julia numa boa infiltração. “Eu fiquei esperando que uma das meninas aparecesse para tocar a bola como fazemos. Mas não aconteceu e quando vi, o espaço abriu à minha frente”, explica. O terceiro gol de seguiu com apenas um minuto a mais e o time foi para o intervalo com 3 a 1.

Na volta para o segundo tempo o panorama seguia o mesmo, com imposição catarinense até abrir 5 a 1. Mas uma bola que Ana Julia foi obrigada a salvar em cima da linha já com sua goleira batida parecia a senha do que a metade final da segunda etapa seria. “Não podemos sair do jogo assim”, espanta-se Ana Julia. A equipe de Mato Grosso do Sul se lançou ao ataque encostou em 5 a 4 com dois minutos por jogar. A ponto de, faltando 48 segundos para o fim, Ana Julia impedir um ataque adversário chutando a bola – literalmente – no teto do ginásio. “Para manter a gente no jogo. Naquela hora queria mostrar que eu estava ali”, explica.

O técnico Fernando Almeida espera que para a final sua equipe tenha calma e mantenha o plano de jogo. “O futsal de Santa Catarina é bem tático, sempre foi. Esse jogo de vai e volta nós não sabemos fazer. Temos que impor nossa tática e não deixar que o outro time faça este jogo veloz”, analisa. Para Ana Julia, outra coisa é valiosa. “Temos que estar o tempo todo ligadas.”


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