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Gêmeas da seleção de rugby combinam força e velocidade na Missão Europa

Thalia e Thalita Costa e a seleção feminina de sevens iniciaram os treinos no Rio Maior Sports Centre, em Portugal, no dia 6

Gêmeas da seleção de rugby combinam força e velocidade na Missão Europa
Rafael Bello/COB

O esporte não tem fronteiras. E na seleção feminina de rugby sevens, já classificada para os Jogos Olímpicos de Tóquio, que participa da Missão Europa, treinando no Rio Maior Sports Centre, em Portugal, chamam a atenção duas atletas idênticas que compõe o grupo de 18 jogadoras e seis integrantes da comissão técnica. Idênticas não é força de expressão. Thalia e Thalita da Silva Costa, de 23 anos e 1,58m, são irmãs gêmeas. Apesar dos rostos muito semelhantes, elas sabem perfeitamente quais são as diferenças entre elas no campo de jogo.

“Além de ser muito veloz, uma das maiores qualidades da Thalia é a persistência, é ir sempre em busca do que ela acredita. Enquanto ela estiver de pé, ela vai estar com o time. Eu admiro muito a persistência que ela bota no que faz”, define Thalita.

“A Thalita parece um touro na frente de qualquer pessoa. Todo mundo chega do meu lado e fala: nossa, tua irmã é um touro, é muito forte. Ela defende muito bem, é uma das minhas referências”, disse Thalia.

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Influenciadas pela experiência da própria mãe, Dona Ivanilde, as irmãs praticaram atletismo desde pequenas. Começaram nas corridas de rua e depois passaram para as provas de pista. Mas sem grandes oportunidades, abandonariam o esporte no momento em que a família começava a pensar no futuro delas, a faculdade, um trabalho. Mais velha por questão de minutos, Thalia também foi pioneira no esporte.

“Tinha um amigo nosso, o Leonardo, que sempre nos mandava convite. Aí ele falou: agora que tu não estás mais no atletismo, vem conhecer o rugby. Foi amor no primeiro contato, em fevereiro de 2017. Comecei a treinar e fui me desenvolvendo. No meio de 2017, o Leonardo convenceu a Thalita também”.

“Ele me venceu pelo cansaço. Tive o primeiro treino, gostei do contato, mas não me animei muito porque nunca me interessei de treinar físico. E foi difícil para mim que estava sedentária desde parei com o atletismo. No terceiro treino, eu já comecei a desenvolver um sentimento, algo que não senti em nenhum esporte. Quando encontrei o rugby foi como se todas as minhas qualidades, e até os meus defeitos, se encaixassem com o esporte. Parece que é a tampa e a panela”, disse Thalita. 

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