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COB vence 10ª edição do Prêmio Neide Castanha de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes

A entidade é agraciada por seu Programa de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e Abuso no Esporte

COB vence 10ª edição do Prêmio Neide Castanha de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes
Ontem, no dia 18 de maio, data da comemoração do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (para a conscientização da sociedade e autoridades sobre a gravidade da violência sexual de meninos e meninas), o Comitê Olímpico do Brasil (COB) foi premiado pelo trabalho realizado por meio do seu Programa de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e Abuso no Esporte

A premiação é um dos mais importantes reconhecimentos em defesa de direitos humanos voltados para crianças e adolescentes. O prêmio é realizado há 10 anos pelo Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.  

O Prêmio é uma homenagem à Neide Castanha, referência nacional e internacional no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes, que participou da construção do Estatuto da Criança e do Adolescente, da criação do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-juvenil, além de ser membro técnico da CPMI que investigou redes de exploração sexual infanto-juvenis no Brasil. 

O objetivo deste Prêmio é homenagear personalidades e instituições que, assim como Neide Castanha, se destacaram na defesa intransigente dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, em especial dos Direitos Sexuais. Os ganhadores da 10ª edição do Prêmio receberam a estatueta do Prêmio que contém a arte gentilmente cedida pelo cartunista Ziraldo. 

O COB, com o seu Programa de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e Abuso no Esporte, foi agraciado com o Prêmio na categoria Responsabilidade Social, que abrange empresas que promovem a cidadania individual e coletiva, cuja atuação está comprometida com os direitos de crianças e adolescentes no enfrentamento da violência sexual. O anúncio foi ontem, durante live pelo Facebook e pelo YouTube Faça Bonito. 

“Proteger atletas, meninos, meninas, homens e mulheres, e outras potenciais vítimas contra o assédio e o abuso no esporte é algo muito importante e positivo. Desde 2018, o COB vem trabalhando para difundir amplamente o tema, conscientizando toda a comunidade esportiva, contribuindo para um esporte cada vez mais seguro”, disse o presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira.

Sobre o Programa

O Programa conta com dois cursos, desenvolvidos pelo Instituto Olímpico Brasileiro (IOB), área de Educação do COB, que possuem o objetivo de ampliar a difusão do tema, conscientizando toda a comunidade esportiva sobre sua importância, além de mostrar como ele pode se manifestar no meio esportivo e informar sobre ações de prevenção, canais de denúncia, enfrentamento e acolhimento às vítimas. Totalmente gratuitos, os cursos são abertos para toda a comunidade esportiva do país e têm a sua programação estruturada na modalidade de ensino a distância (EAD), a partir de textos, vídeos, interações, reflexões, avaliações objetivas/quiz e acesso a documentos de apoio. Um dos pontos altos são os estudos de casos sobre como as violências podem acontecer no ambiente esportivo e como prevenir e enfrentar. 

Os cursos foram inspirados no curso Safeguarding Athletes from Harassment and Abuse, do Comitê Olímpico Internacional (COI); na Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual do COB; e no trabalho da Organização das Nações Unidas. 

O COB oferece duas versões: adulta, para atletas, treinadores, membros de uma organização esportiva e todos os agentes envolvidos no esporte olímpico; e jovem, para atletas de 12 a 17 anos. São eles, o Curso Abuso e Assédio fora de Jogo – para jovens e o Curso de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e Abuso no Esporte (PEAAE) – para adultos. 

Quando a Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual e Abuso Sexual foi criada, o COB reforçou o compromisso em garantir um ambiente saudável, de acolhimento, orientação, proteção e prevenção, colocando à disposição de atletas e agentes envolvidos no esporte olímpico um canal aberto para denúncias de casos de assédio e de abuso moral e sexual. Essa política vale tanto para integrantes do Time Brasil em competições nacionais e internacionais quanto para funcionários e membros dos poderes do COB, prestadores de serviço e voluntários. 
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