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Antidoping

COB e UFRRJ desenvolvem ferramenta de monitoramento para disseminação de informações educativas sobre doping

Iniciativa foi apresentada na 19ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

COB e UFRRJ desenvolvem ferramenta de monitoramento para disseminação de informações educativas sobre doping

A área de Educação e Prevenção ao Doping do Comitê Olímpico do Brasil (COB) vem desenvolvendo uma plataforma para disseminar conhecimento a respeito do combate às substâncias proibidas no esporte. E uma das ações relacionadas a este projeto é o “Sistema de Análise das Redes Sociais para Ciência de Dados no Esporte”, implementado em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). A iniciativa foi apresentada durante a 19ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizado entre os dias 17 e 21 de outubro na sede da UFRRJ. 

“Esse projeto faz parte do desenvolvimento de uma plataforma de Educação Antidoping que o COB vem realizando nos últimos três anos. Após o período de planejamento da ferramenta, algumas ações já estão sendo implementadas e uma delas é esse sistema de monitoramento de redes sociais, em parceria com o Laboratório de Inteligência Artificial da UFRRJ”, destacou Christian Trajano, gerente da área de Educação e Prevenção ao Doping do COB.

A ideia é monitorar o tema doping nas redes sociais, principalmente no Twitter, e a partir daí entender o que de mais relevante vem sendo tratado sobre o assunto no mundo para oferecer conteúdo de qualidade aos usuários da plataforma do COB.  O monitoramento acontece desde julho de 2022.

“Isso servirá para alimentar um sistema de inteligência artificial da plataforma, que irá sugerir conteúdo educacional para os seus usuários, baseado nos temas mais relevantes discutidos nas redes sociais. A importância disso é poder levar aos usuários do sistema do COB e à comunidade olímpica brasileira informações de qualidade.  O sistema, de forma autônoma, monitora o que se fala nas redes e, assim, podemos oferecer aos usuários da plataforma um conhecimento adequado e validado pelo COB sobre o assunto”, explicou Trajano.

Dentro da instituição de ensino, a ação está sendo liderada pelo professor Filipe Braida, do Departamento de Ciência da Computação da UFRRJ, com colaboração do professor Leandro Alvim. Braida explica que a ideia central é utilizar a Ciência dos Dados para descobrir novas informações, dando apoio a ações de educação e prevenção de doping para os atletas profissionais e amadores.

“Esse projeto faz parte de um projeto maior de uma plataforma educacional. A nossa ideia com esse sistema é entender melhor a nossa sociedade sobre esses aspectos para tomar decisões sobre ações educacionais tanto físicas quanto digitais na plataforma. Como por exemplo, criação de mais conteúdo educativo sobre algum assunto detectado”, explica o docente. 

O projeto está dividido em duas grandes etapas. No primeiro momento, a ideia é monitorar conteúdos que possuam algum termo ou palavra-chave pré-definido no sistema. Atualmente, já são mais de 400 termos cadastrados. Futuramente, serão utilizadas técnicas de análise de dados com inteligência artificial (IA) para entender o comportamento dos usuários.

“Um dos exemplos de utilidade desta análise é entender comportamentos de grupos e suas relações em função do uso de substâncias proibidas. Desta forma, podemos fazer campanhas mais assertivas para promover o conhecimento sobre o uso de doping nos esportes. Entender como as pessoas enxergam e utilizam substâncias proibidas pode ajudar na tomada de decisão em ações de educação e prevenção de doping para os atletas tanto da base quanto os de alto rendimento”, acrescenta Filipe Braida. 

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