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Assunção 2022

Chefes de Equipe de Assunção 2022 comemoram encontro presencial no Rio de Janeiro

Líderes das modalidades nos Jogos Sul-americanos participaram de reunião de atualização com as áreas funcionais do Comitê Olímpico do Brasil no Centro de Treinamento do COB

Chefes de Equipe de Assunção 2022 comemoram encontro presencial no Rio de Janeiro

Esta terça-feira, 09/08, foi bastante movimentada para os Chefes de Equipe e os Técnicos Chefes dos Jogos Sul-americanos Assunção 2022. O primeiro encontro presencial entre eles, no Centro de Treinamento do COB, no Parque Aquático Maria Lenk, teve uma agenda bastante cheia que contou com atualizações sobre diversos temas como serviços esportivos e médicos, transportes aéreo e terrestre, acomodação, uniformes, comunicação e Esporte Seguro.

A abertura foi feita pelo presidente Paulo Wanderley Teixeira, que falou sobre a importância da competição para o Comitê Olímpico do Brasil, que quer retomar a hegemonia do continente. Para o Chefe da Missão, Sebástian Pereira, a ação é fundamental para o sucesso de uma missão que tem se mostrado bastante desafiadora.

“A realização do encontro presencial com os Chefes de Equipe e Treinadores Chefes é de suma importância para o nosso planejamento operacional e técnico. Com o repasse de todas as informações recebidas e atualizadas pelo Comitê Organizador Assunção 2022 para as Confederações, é possível identificarmos as novas necessidades de cada modalidade e, assim, nos prepararmos para o melhor suporte às modalidades e atletas”, disse Sebástian. “O mais importante é estarmos preparados para qualquer problema que possa acontecer durante os Jogos e minimizarmos cada risco em relação à performance dos nossos atletas”, completou.

Para Alexandre Teixeira, da Confederação Brasileira de Esgrima, que tem a experiência de cinco Jogos Olímpicos e conhece os Jogos Sul-americanos desde Cuenca 1998, a troca entre os chefes de equipe e os líderes do COB é uma forma de lapidar o trabalho que está sendo desenvolvido.

“Cada Missão é sempre diferente, não tem experiência que vai te deixar pronto porque cada lugar é um desafio é diferente. Acho ótimo para trocar com outros chefes e ter esse momento para um último approach com o pessoal do COB. Não tem como fazer o que estamos fazendo aqui virtualmente. Que bom que pudemos voltar a ter essas reuniões, estar aqui para resolver esses detalhes, dar uma lapidada no que estávamos fazendo. Aqui você está com todas as áreas, pode ‘bater no ombro do cara’ e já falar”, contou. “Temos que ter em mente como a gente pode ajudar a solucionar os problemas que estão surgindo e não deixar tudo na mão do COB. Temos que fazer parte desse processo”.

Para Rita Orsi, da Confederação Brasileira de Handebol, que volta a chefiar uma equipe depois de ficar afastada durante o ciclo Tóquio 2020, impressionou a seriedade como essa edição dos Jogos Sul-americanos está sendo tratada.

“O destaque, para mim, foi o pensar de cada um dos líderes nas pessoas, no bem estar, na qualidade do serviço. Dá um orgulho participar disso. Tenho a missão de levar isso para as minhas atletas. Por mais que sejam Jogos Sul-americanos, o nível de organização que se busca é o de Jogos Olímpicos”, disse ela, que também destacou o trabalho que a Confederação terá para montar um time competitivo em Assunção 2022.

“Nós temos um sentimento de apreensão. É uma vaga pan-americana e, consequentemente, um passo para a vaga olímpica. Mas não é uma semana internacional da IHF (Federação Internacional de Handebol, na sigla em inglês). O professor Cristiano, o professor Álvaro e toda a comissão técnica, estão muito envolvidos para que a gente tenha o melhor elenco, as melhores 16 atletas possíveis para representar a nossa modalidade e o Time Brasil. Estamos construindo uma relação com clubes da Europa que possam liberar as atletas para virem para cá. Acreditamos que, em princípio, 13 das 16 atletas deverão ser atletas jovens e promissoras que jogam no Brasil. Os Jogos são bem o que acabamos de ouvir da Daiane dos Santos: são um momento que proporciona um vínculo, que acaba sendo alimentado pela experiência de fazer parte de uma Missão”, completou, citando o terceiro episódio do Meu Sula, conteúdo especial produzido pelo Canal Olímpico, que foi exibido durante o evento.

Além desse conteúdo, também chamaram a atenção dos 43 representantes das Confederações as novas informações, como a confirmação das mudanças das modalidades águas abertas, ciclismo MTB, esqui aquático e triatlo para a subsede de Encarnación e das datas de competições de badminton, handebol, rúgbi e tiro, além de um vídeo em que foi apresentado, em detalhes, o hotel que servirá de base para o Time Brasil em Assunção.

Esse foi o segundo encontro dos Chefes de Equipes. No último dia 06/07, havia sido realizada uma reunião virtual. Até o início das viagens da delegação, em setembro, ainda haverá outras reuniões, virtuais e presenciais, para alinhar os últimos detalhes da operação do Time Brasil na competição. 

O COB levará quase 500 atletas de 43 modalidades para a capital paraguaia. Essa é a maior delegação do Time Brasil no ciclo olímpico. A expectativa é voltar a liderar o quadro de medalhas, depois de ter ficado na segunda colocação, atrás da Colômbia, na edição de Cochabamba, na Bolívia, em 2018.

Os XII Jogos Sul-Americanos serão realizados na cidade paraguaia de Assunção de 1 a 15 de outubro de 2022. O evento contará com 51 modalidades, além do xadrez como esporte de exibição, com a participação de mais de 6.800 atletas e oficiais dos 15 países que compõem a ODESUR (Organização Desportiva Sul-americana).

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