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Brasil encerra participação no curling em Gangwon 2024 com certeza do desenvolvimento da nova geração do esporte

Dupla mista formada por Julia Gentile e Guilherme Melo foi superada pela Turquia nesta quarta, 31; Jogos da Juventude foram 1ª experiência internacional dos atletas

Brasil encerra participação no curling em Gangwon 2024 com certeza do desenvolvimento da nova geração do esporte
International Olympic Committee / Gaspar Nobrega

Alguns dos significados de crescimento são “aumento da relevância, da importância” e “ação de acrescentar alguma coisa, aumentando outra”. Sendo assim, é possível dizer que os atletas de curling do Brasil e a modalidade como um todo “cresceram” depois de Gangwon 2024. Além de conseguir a histórica primeira vitória do país em uma edição de Jogos Olímpicos, contra a Alemanha, na disputa por equipes mistas, Julia Gentile e Guilherme Melo tiveram a oportunidade de jogar mais cinco confrontos nas duplas mistas, aumentando a sua bagagem de jogos na primeira experiência internacional deles.

“A gente aprendeu muita coisa dentro e fora dos jogos. Principalmente em relação à estratégia de competição, mas acho que também crescemos como pessoas em termos de maturidade. Aprendemos muito e evoluímos bastante”, analisou Julia.
 
“Vamos levar a experiência do gelo, que é maravilhoso, os amigos que fizemos aqui nos Jogos Olímpicos, acrescentamos muita coisa em termos de experiência”, comentou Guilherme.

Julia e Guilherme em ação nas duplas mistas - Foto: International Olympic Committee/Wander Roberto

O curling brasileiro de despediu de Gangwon 2024 nesta quarta-feira, na derrota para Derya Ekmekci e Berat Aybar, da Turquia, por 10 a 05, tendo vencido quatro ends (espécie de sets) dos sete disputados, em uma das melhores exibições dentro da competição.

“Foi um jogo muito bom de jogar, tivemos algumas chances de ficar à frente do placar. Vacilamos aqui e ali, mas estamos aprendendo com isso, vamos levar o que aconteceu hoje como aprendizado. Gostaria de ter ganhado esse jogo, mas estou feliz pela Turquia, que é um time muito bom”, comentou Julia. Nas rodadas anteriores, eles haviam sido superados pelas duplas da Nova Zelândia (12x5), Japão (11x1), China (10x3) e Letônia (06x03).

Considerando que essa equipe começou a treinar junta há apenas 15 meses e alguns integrantes do time do Brasil, como Pedro Ribeiro e Rafaela Ladeira, têm justamente esse tempo de prática da modalidade, o desempenho dos atletas foi bastante relevante.

“Esses quatro atletas são muito novos no esporte comparando com os demais que estão jogando aqui. Júlia e Guilherme são os que praticam há mais tempo, faz dois anos, dois anos e meio. Alguns atletas que estão aqui jogam curling há 10 anos. Eles só começaram”, afirmou a treinadora Isis Oliveira.