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Alex entra no intervalo, muda o jogo, e Brasil estreia na Copa do Mundo com vitória por 102 a 94 sobre a Nova Zelândia

A seleção volta a jogar nesta terça-feira, dia 3, às 9h da manhã, em jogo que deve ser decisivo pelo Grupo F diante da Grécia


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Alex entra no intervalo, muda o jogo, e Brasil estreia na Copa do Mundo com vitória por 102 a 94 sobre a Nova Zelândia

Foram dez dias longe das quadras se recuperando de uma contratura na coxa esquerda, mas valeu a pena esperar pelo nosso camisa 10. Com uma atuação quase perfeita nos dois lados da quadra no terceiro quarto, Alex Garcia anotou 14 pontos e quatro rebotes e comandou a vitória da Seleção Brasileira sobre a Nova Zelândia, por 102 a 94 (50 a 50), em sua estreia da Copa do Mundo da China. Mas não foi só o ala de 39 anos que viveu uma noite inspirada neste domingo, na Youth Olympics Sports Park, em Nanjing. Rafa Luz, com 14 pontos, seis assistências e quatro rebotes, e Leandrinho, cestinha e eleito o craque do confronto com 22 pontos, também foram decisivos na vitória sobre a Nova Zelândia, pela primeira rodada do grupo F da competição. A seleção volta a jogar nesta terça-feira, dia 3, às 9h da manhã, em jogo que deve ser decisivo pelo Grupo F diante da Grécia, de Giannis Antetokounmpo.

O JOGO

As duas equipes começaram com a mão quente nas bolas de três. Do lado brasileiro, com Didi e Rafa Luz, abrindo 6 a 0 de cara. Pelo lado neozelandês, Corey Webster. Caboclo rapidamente cometeu duas faltas e deu lugar a Marquinhos. A Seleção era melhor e comandava as ações. Benite e Felício também entraram, mas era Didi que seguia como principal arma ofensiva. Com outra bola de três, o ala do Sydney Kings manteve o time de Petrovic três pontos à frente. Mas a Nova Zelândia seguia na cola e assumiu a liderança a menos de dois minutos do fim, com outra bola de três, desta vez de Rusbatch. Mas a vantagem neozelandesa não durou nem um minuto. Com dois pontos de Marquinhos e uma jogada de cesta e falta de Yago, o Brasil garantiu a vitória parcial por 21 a 20 no primeiro quarto.

O segundo começou da mesma maneira. Só que desta vez a pontaria nas bolas de três estava afiada só do lado da Nova Zelândia. Com quatro tiros certeiros seguidos, o time da Oceania abriu quatro de frente. A vantagem só não era maior porque o Brasil também pontuava, e Marquinhos igualou numa bandeja. O aproveitamento nas bolas de três dos neozelandeses, no entanto, seguia impressionante e, com outra de três de Rusbatch, a vantagem voltou a ser da Nova Zelândia. De volta à quadra, Caboblo deu o troco e deixou tudo igual. Mas Corey Webster acertou mais uma e recolocou a seleção da Oceania em vantagem. Com três lances livres certeiros, Leandrinho deixou tudo igual novamente. Mas Webster estava impossível e anotou mais uma de três. Caboclo deu o troco outra vez, e o placar voltou à igualdade. E a igualdade no placar se manteve até o final: 50 a 50.

O Brasil voltou para o segundo tempo com Alex no lugar de Rafa Luz, mas com a pontaria descalibrada. Foram quase quatro minutos sem pontuar. Melhor para a Nova Zelândia, que abriu seis, sua maior diferença no jogo. A Seleção só voltou a mexer no marcador na metade do período. Com cinco pontos seguidos de Alex, a diferença caiu para um. A marcação voltou a funcionar e o Brasil voltou à liderança com uma bola de três de Marquinhos. Leandrinho repetiu a dose, e a vantagem pulou para cinco a pouco mais de três minutos para o fim. Alex mudou o jogo e, com outra de três, colocou a Seleção com oito de vantagem. A Nova Zelândia se perdeu, e com cinco pontos seguidos de Rafa Luz e uma bola de três de Marquinhos, a diferença chegou a 14. Leandrinho ainda marcou mais dois, e o Brasil entrou no período final vencendo por 78 a 62.

Embalado por um terceiro quarto avassalador, o Brasil começou comandando as ações nos dez minutos finais. Apesar das muitas trocas feitas pelo técnico Aleksandar Petrovic, a Seleção continuou com uma marcação agressiva e manteve a vantagem na casa dos 16 pontos. A Nova Zelândia diminuiu o prejuízo para oito pontos a dois minutos do fim e até esboçou uma reação. Mas não passou disso. Com segurança e muita maturidade, a Seleção segurou a vantagem e estreou com uma ótima vitória na China.

Após a partida, o cestinha Leandrinho, com 22 pontos, falou sobre a melhora da equipe no terceiro quarto. “No primeiro tempo eles contaram muito com as bolas de três, principalmente do armador Webster, a gente não conseguiu controlá-lo, então o jogo ficou perigoso. No segundo tempo o coach conversou com a gente, fez um grande trabalho colocando o Alex, acho que a entrada dele, o porte atlético que ele tem, essa força tanto na defesa quanto no ataque, foi o algo mais pra gente ter a bola na mão, sair no contra-ataque e garantir a vitória”.

Leandrinho também falou sobre o carinho que vem recebendo dos fãs chineses. “Gratificante o amor e o carinho que eles têm, eu tento retribuir da melhor forma, principalmente quando estou perto deles, e chego a ficar surpreso com tantas fotos que eu já tirei, tantos autógrafos que eu dei, então só tenho a agradecer a todos os fãs chineses”.

O técnico Aleksandar Petrovic avaliou a atuação da equipe brasileira e fez questão de destacar a entrada do ala Alex. “Foi importante porque o Alex estava há 10 dias sem treinar, inclusive chegou a correr o risco de ser cortado, e ele entrou e mudou o jogo, mudou o ritmo da partida, conseguiu neutralizar o maior pontuador da Nova Zelândia, então eu parabenizo o Alex, pois a entrada dele foi determinante para a vitória. Leandrinho também foi muito bem e no final matou a partida. Foi um jogo atípico, contra um time muito diferente de todos os outros que enfrentamos durante a nossa preparação, um time que joga com quatro jogadores abertos chutando bolas de três o tempo inteiro, por isso foi um jogo muito perigoso. Fico feliz com a atitude da equipe e a maneira como ela se comportou, principalmente na segunda etapa”.

 

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