Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026: a corrida do Brasil por vagas
Bobsled, esqui, snowboard e mais: confira a situação das classificações brasileiras para Milão-Cortina 2026, a menos de três semanas do fechamento da janela.

Rafael Bello / COB
Falta um mês para os Jogos Olímpicos de Inverno. E a menos de duas semanas do final da janela de classificação, o bobsled brasileiro se posiciona bem na corrida para Milão-Cortina 2026. Recentemente, Edson Bindilatti e Gustavo Ferreira lideraram o país nos resultados da Copa América. Na segunda-feira, 5 de janeiro, Bindilatti terminou na quarta posição e Gustavo foi o sétimo na quinta das sete etapas do 4-man (trenó para quatro atletas) da competição.
O resultado coloca os dois conjuntos em condições de buscar duas vagas Olímpicas para o Brasil. No momento, contando apenas os cinco melhores resultados da temporada no 4-man e no 2-man (trenó para dois atletas), o time de Edson Bindilatti ocupa a 28ª posição com 892 pontos, assegurando a última cota destinada a países com um trenó - ele, porém, tem um resultado a menos do que os rivais e pode ampliar a diferença. Gustavo Ferreira, por sua vez, é o 37º com 728 pontos e está apenas 23 pontos atrás da segunda equipe da Áustria, a última que está assegurando uma cota 'dupla' (dois trenós por país).
Para Bindilatti, que está prestes a disputar sua sexta edição de Jogos Olímpicos de Inverno, o trabalho até agora tem mostrado consistência. "Foram bons resultados até aqui. Estamos tentando qualificar dois times para os Jogos Olímpicos, estamos bem próximos disso numa condição bem interessante em relação ao ranking", conta. Tanto o 4-man quanto o 2-man brasileiros ainda vão competir em mais uma etapa da Copa América e a ideia é também participar de competições europeias para somar mais pontos.
Além do bobsled, outras modalidades se aproximam da disputa de Milão-Cortina 2026. Com a janela de classificação se encerrando no próximo dia 18 de janeiro, confira como está a corrida para os Jogos:
Esqui Alpino
Brasil possui duas vagas provenientes da cota básica (slalom e/ou slalom gigante): uma masculina e uma feminina. No momento, país ganha mais duas cotas masculinas pela posição de Lucas Pinheiro Braathen no ranking de largada da Copa do Mundo (sexto no slalom e quinto no slalom gigante). Se Lucas ficar no top 30 em duas disciplinas até 18 de janeiro, garante duas cotas adicionais.
Esqui Cross-country
Brasil já garantiu uma cota masculina (cota básica pela posição de Manex Silva no Mundial sub-23) e duas cotas femininas (cota básica pelo Mundial adulto + cota adicional pelo ranking de nações em 2024/2025). Há ainda uma chance, que no momento é pequena, de uma terceira cota feminina: Brasil está na 19ª posição na lista de realocações.
Esqui Estilo Livre slopestyle/big air
Dominic Bowler conta com a quantidade de pontos necessária e agora tem apenas duas etapas (Aspen, 8 a 10, e Laax, 15 a 17) para cumprir o segundo requisito de elegibilidade: ficar no top 30 em etapa da Copa do Mundo. Ainda zerado em pontos no ranking pré-Olímpico do slopestyle/big air, Dominic precisa tirar uma diferença de 90 pontos para o último atleta com vaga – ou pelo menos ficar nas primeiras posições da realocação.
Snowboard Cross
Noah Bethonico tem apenas mais uma etapa, com duas provas, em Dongbeiya, China (16 a 18 de janeiro) para cumprir o segundo requisito de elegibilidade: ficar no top 30 em uma etapa da Copa do Mundo. Como Dominic, ele tem a quantidade de pontos necessária. Com dois pontos no ranking pré-Olímpico (pela 31ª posição no Mundial), ele precisa tirar uma diferença de 45 pontos para o último atleta com vaga. Contudo, se apenas cumprir o requisito do top 30, já vira sexto colocado na lista de realocação.
Snowboard slopestyle/big air
Luca Merimee Mantovani também tem boa quantidade de pontos no ranking e agora tem apenas duas etapas (Aspen, 8 a 10, e Laax, 15 a 18) para cumprir o segundo requisito de elegibilidade: ficar no top 30 em etapa da Copa do Mundo. Zerado em pontos no ranking pré-Olímpico do slopestyle/big air, ele precisaria tirar uma diferença de 81 pontos para o último atleta com vaga – ou pelo menos ficar nas primeiras posições da realocação. Possível, mas difícil.
Snowboard halfpipe
Com apenas duas etapas em disputa (Aspen, 8 a 10, e Laax, 15 a 18), o Brasil tem provisoriamente duas vagas no snowboard halfpipe masculino. Sexto colocado no ranking pré-Olímpico com 288 pontos, Pat Burgener já está praticamente garantido. Augustinho Teixeira é o 23º com 56 pontos e no momento consegue a antepenúltima das 25 vagas. Augustinho tem apenas quatro pontos de vantagem sobre o primeiro atleta fora da zona de classificação. É necessário manter o bom desempenho nas duas etapas restantes para conseguir a vaga.
No feminino, na última etapa em Calgary, Priscila Cid entrou no ranking pré-Olímpico ao terminar na 16ª posição. O resultado fez com que ela cumprisse os dois requisitos (mínimo de 50 pontos FIS e top 30 em Copas do Mundo). Atualmente, ela tem 15 pontos e é a sexta na lista de realocações. Se subir mais um pouco, chega em boas condições para uma vaga realocada. A diferença de Priscila para a primeira atleta dentro da zona de classificação é de 51 pontos.
Biatlo
Neste momento, Gaia Brunello está assegurando a última das 12 cotas restantes no biatlo feminino. Com 110.99 pontos IBU, está na 12ª posição do ranking de pontos da modalidade para os Jogos Olímpicos (já excluindo os países que asseguraram vaga via Copa do Mundo). Ela tem pouco mais de dois pontos de diferença para a primeira atleta fora da zona de classificação. O ranking fecha em 18 de janeiro e leva em conta a pontuação obtida pela atleta nas provas sprint e individual do biatlo nos últimos quatro trimestres do biatlo.
Skeleton
Nicole Silveira está confortavelmente dentro da zona de classificação Olímpica. Com 608 pontos, é a 13ª no ranking internacional e pegaria a quinta das 11 vagas “únicas” do skeleton feminino (quando apenas uma é destinada por país). Ela tem 324 pontos de vantagem sobre a primeira atleta fora da zona de classificação e apenas duas etapas restantes: St. Moritz, Suíça (9 de janeiro) e Altenberg, Alemanha (16 de janeiro).
No masculino, Eduardo Strapasson segue na busca por uma vaga inédita no skeleton masculino. Na somatória das quatro melhores provas (acompanhando o calendário da Copa do Mundo), ele é 45º no ranking e está na quinta posição da lista de realocação no momento, distante 90 pontos do atleta de Israel, o último na zona de classificação. Precisaria tirar uma diferença significativa nas três provas restantes da Copa América em Lake Placid, EUA (dias 6, 7 e 11 de janeiro). A vaga automática é difícil, mas se ficar nas primeiras posições da realocação (três primeiros), pode sonhar com uma cota.












