Cinco "bases", 3 toneladas de bagagem, 4 mil peças de vestuário e mais: números do COB em Milão-Cortina 2026 impressionam
Com 60 integrantes, Time Brasil ajusta os últimos detalhes a uma semana dos Jogos Olímpicos de Inverno na Itália

A uma semana dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, o Time Brasil faz os últimos ajustes na missão que vai até 22 de fevereiro. Os números do Brasil na competição impressionam. A delegação tem ao todo 60 integrantes, com projeção de bagagens despachadas que superam três toneladas. Só de equipamentos médicos e esportivos são 115kg. Uniformes também merecem destaque, pois somam 4.036 peças dos dois fornecedores oficiais: Moncler, com o look dos desfiles de abertura e encerramento e o material do esqui alpino, e adidas que vestirá a delegação e todas as demais modalidades - incluindo aí o agasalho de pódio. Combinadas, são 2.6 toneladas de roupas para a delegação brasileira.
Foram 38 meses desde que o planejamento se iniciou até chegar ao momento e que os atletas entram em cena para competir, incluídas duas visitas à Itália para entender as condições que se apresentariam e ter ideias de como mitigar as adversidades. "Haverá uma equipe de suporte em cada uma das bases para dar apoio constante, resolver os problemas que acontecerem. Temos ouvido que as estradas não estão nas melhores condições porque tem nevado bastante, então isso vai agregar um fator de complexidade", explica Joyce Ardies, Gerente de Jogos Internacionais do COB. "Começamos lá atrás e tudo foi feito com muito carinho. Chegamos na Itália há sete dias e já passamos pela a fase de trabalhar intensamente para montar todas as malas de cada um dos atletas", completa.
Com um recorde de 14 atletas classificados (e um reserva) em cinco modalidades, um dos maiores desafios é ajustar a logística, já que com duas cidades sede, as instalações esportivas espalhadas por um raio de mais de 400km.Para que o Brasil possa competir em alto nível, o trabalho do Comitê Olímpico do Brasil tem sido meticuloso. "O maior impacto para nós é constatar que o Time Brasil tem footprint em quatro bases diferentes, pensando nas competições, mais a Casa Brasil, em Milão, por onde nossos atletas também irão passar. Então, cada base tem uma funcionalidade autônoma. Isso é muito importante. E para isso pensamos em uma distribuição de material com folga. Fora o trabalho de fazer este material chegar até as montanhas", conta Joyce.
O Time Brasil estará nas disputas em Bormio, Livigno, Tesero e Cortina d’Ampezzo, locais que ficam em montanhas diferentes e distantes entre si. “É uma logística sensível, mas já temos tudo mapeado. Estamos confiantes que podemos ter bons resultados na competição", analisa o Consultor de Esportes do COB, Jorge Bichara. “Seguimos adiante na nossa entrega. Nossa tarefa é prover a todos estes atletas que terão a melhor estrutura possível para que eles possam apresentar seu melhor desempenho”, acrescenta Bichara.
Como destaca o Chefe da Missão, Emílio Strapasson, o trabalho feito até agora condiz com o momento das modalidades de gelo e neve do país. “Uma delegação recorde representa um marco importante para os esportes de inverno no Brasil. Ela é reflexo direto de mais estrutura, melhor organização e planejamento de longo prazo. Os esportes de inverno são uma parte fundamental do Movimento Olímpico, e o Brasil já se consolida como a terceira força das Américas e a principal da América do Sul nesse cenário. Este crescimento fortalece as modalidades, amplia a visibilidade dos atletas e inspira novas gerações”, defende Strapasson.











