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Paulo Wanderley comemora três anos na presidência do COB projetando evolução ainda maior da entidade

Tóquio 2020, Programa GET e Comissão de Atletas são algumas das prioridades para o próximo quadriênio

Por Comitê Olímpico do Brasil

10 de out, 2020 às 07:34 | 1 min de leitura

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Os últimos dias foram especiais para Paulo Wanderley. Após ser eleito presidente do COB, ao lado do vice Marco La Porta, para o próximo quadriênio (2021-2024) na quarta-feira, ele completa três anos à frente da entidade neste domingo, 11, disposto a realizar novos projetos e a aprimorar ações que já vêm sendo desenvolvidas com sucesso em sua gestão. 

“Neste primeiro ciclo, o objetivo foi resgatar a reputação do COB. Agora é o momento de pensarmos no futuro. Quando me candidatei à presidência, buscava uma evolução ainda maior do COB e do esporte brasileiro. Esse é o nosso compromisso nos próximos quatro anos”, afirma o presidente do COB, Paulo Wanderley.

Nesse sentido, os três pilares consolidados por sua administração desde outubro de 2017 – austeridade, meritocracia e transparência – seguirão como prioridade. Um dos principais objetivos de Paulo Wanderley é refinar o bem-sucedido programa GET (Gestão, Ética e Transparência), ampliando os mecanismos de boa governança.

No âmbito esportivo, a campanha histórica do Time Brasil nos Jogos Pan-americanos Lima 2019, com direito a recorde de pódios (169) e de medalhas de ouros (54), além do segundo lugar na classificação geral, deixaram uma ótima impressão para o que ainda está por vir: os Jogos Olímpicos Tóquio 2020. No ano passado, os atletas e equipes brasileiros conquistaram 22 medalhas em Campeonatos Mundiais ou competições equivalentes, o melhor resultado de todos os tempos em um ano pré-olímpico.

“Daremos continuidade à preparação que já vem sendo feita. Nosso planejamento está bem definido e ofereceremos as melhores condições possíveis para que nossos atletas obtenham grandes resultados em Tóquio”.

Outro ponto crucial envolve políticas de prevenção e combate aos diferentes tipos de abuso e assédio, além do enfrentamento ao racismo. Após lançar o Curso de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e Abuso no Esporte (PEAAE) em março deste ano, o COB tornou obrigatória a realização do curso pelos integrantes da delegação brasileira que participarão dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Em 2021, está previsto também o lançamento do Programa de Prevenção e Enfrentamento do Racismo no Esporte.

“Não vamos abrir mão de discutir temas sensíveis da sociedade. Demos ótimos exemplos na questão da igualdade de gênero, sendo reconhecidos pelo COI por nossas iniciativas”, diz Paulo Wanderley, referindo-se à premiação Women and Sport 2020, uma homenagem do COI às organizações e pessoas que contribuíram para o desenvolvimento e incentivo da participação de mulheres no esporte, da qual o COB foi finalista.

Cada vez mais relevante no Movimento Olímpico brasileiro, a Comissão de Atletas terá maior representatividade neste ciclo: o colegiado ganhará seis novos membros, chegando a 25. Dezenove deles, inclusive, terão direito a voto na próxima Assembleia. Cabe destacar que a CACOB tinha um voto até 2017, passando para 12 após a reforma de estatuto proposta por Paulo Wanderley no fim daquele mesmo ano. Além disso, a Comissão passará a ter orçamento próprio, contando com maior apoio jurídico, financeiro e de comunicação. E isso só será possível graças à reestruturação administrativa da entidade.

“Devolvemos valor à marca COB, agora estamos prontos para colher os frutos. Daremos continuidade às parcerias estratégicas, que tanto conferem valor como monetizam o Movimento Olímpico brasileiro. Mesmo diante de tantas incertezas, fomos capazes de trazer R$11 milhões em novos recursos para o COB nos últimos três anos. E temos convicção que o melhor está por vir”, finaliza Paulo Wanderley.


Confira as principais ações desenvolvidas pelo COB sob a gestão Paulo Wanderley nos últimos três anos:


- Aprovação de novo estatuto em apenas 42 dias de gestão;

- Maior representatividade dos atletas na Assembleia: inicialmente de 1 para 12, depois de 12 para 19;

- Criação do Conselho de Administração e do Conselho de Ética;

- Novos critérios de distribuição dos recursos da Lei das Loterias para as Confederações Brasileiras Olímpicas;

- Fim da suspensão imposta pelo COI ao COB, após adoção de medidas voltadas à boa governança;

- Criação de um Canal de Ouvidoria para receber denúncias e reclamações diretas da sociedade, além da contratação de um Líder de Conformidade;

- Parceria com a ONU Mulheres para a elaboração da Política de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e Abuso Sexual.

- Ampliação do programa GET (Gestão, Ética e Transparência), assegurando benefícios às entidades que seguissem suas premissas de governança;

- O Governo Federal emite certificado ao COB pelo cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC), assim como das exigências do Tribunal de Contas da União (TCU);

- Porcentagem recorde destinada exclusivamente ao esporte (atividade fim), a partir do valor arrecadado com a Lei das Loterias: 84%.

- Lançamento do Selo Olímpico (homenagem aos atletas olímpicos brasileiros);

- Criação do Hall da Fama do esporte olímpico brasileiro;

- Realização do Congresso Olímpico Brasileiro, em São Paulo;

- Participação nos Jogos Sul-americanos de Praia, em Rosário (Argentina), em uma Missão liderada somente por mulheres;

- Melhor resultado da história brasileira em Jogos Pan-americanos, em Lima 2019: segundo lugar no quadro geral de medalhas, com direito a recordes de medalhas de ouro (54) e de total de medalhas (169);

- Envio de delegações para oito bases de treinamento no Japão (Chiba, Chuo, Enoshima, Hamamatsu, Koto, Ota, Saitama e Sagamihara), que atenderão os atletas do Time Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio;

- Organização da Missão Europa a partir de julho de 2020, possibilitando a retomada das atividades dos atletas brasileiros durante a pandemia.


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