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Rosário 2022

Hiperativo na infância, João Perdigão se emociona com ouro nas argolas em Rosário

Mineiro de 17 anos era uma criança agitada antes de entrar no esporte e hoje é um dos melhores da nova geração da ginástica brasileira

Hiperativo na infância, João Perdigão se emociona com ouro nas argolas em Rosário
Ricardo Bufolin/CBG

João Victor Perdigão se emocionou quando foi anunciada sua nota nas argolas dos Jogos Sul-americanos da Juventude neste sábado, dia 30. Com a medalha de ouro garantida, o ginasta brasileiro chorou de felicidade por ter superado um erro no solo e conquistado uma medalha em um aparelho que não é sua especialidade. Esta é a terceira medalha do mineiro de 17 anos em, Rosário. Antes, ele foi prata no individual geral e também por equipes. Neste domingo, a partir das 15hs, ele ainda compete nas finais do salto e da barra fixa. 

O choro solitário de João Perdigão após a conquista do ouro nas argolas foi causado pela superação de um erro na prova anterior, o solo, em que ficou na oitava colocação. Acabei tendo uma falha no solo e fiquei um pouco triste porque era um aparelho que dava pra ganhar medalha. Aí tive que correr atrás nas argolas. Consegui ver as notas de quem veio antes de mim e fiz o melhor da minha vida e obtive o resultado que queria. Na hora que a nota saiu eu já comecei a chorar, todo emocionado. Fiz um bom trabalho e consegui representar o Brasil inteiro”, celebrou o novo príncipe das argolas. 

“Essa medalha é significado de muito esforço e trabalho porque teve todo um processo para a gente chegar aqui. Foram várias avaliações durante dois meses. Não estamos representando só a gente e sim um país inteiro. Dá um peso e uma felicidade ao mesmo tempo. Estou muito feliz pelo resultado, treinei muito para isso”, destacou o ginasta. 

João Perdigão é ouro nas argolas em Rosário
Beto Noval/COB

Até chegar nas medalhas da principal competição juvenil do continente, João passou por um longo processo e por uma infância agitada. “Eu era uma criança bem brincalhona, que subia em árvore, se jogava, caía, batia a testa, tomava ponto. Inclusive tenho uma cicatriz na testa e outra na perna. Nem sabia o que era esporte. Então, minha mãe conheceu meu padrasto, que me viu meu potencial para a ginástica. Aí vim para São Paulo, fiz um teste no Centro Olímpico e passei. Eu já era um pouquinho louco, então vi que a ginástica seria o meu esporte. Porque tem que ter coragem pra fazer ginástica”, brincou João, que não dispensa um pagode na sua playlist musical. “Se for acompanhado de um churrasquinho, não nada igual”, completou.

Hoje, o atleta do Pinheiros treina ao lado dos principais atletas do país, que servem como referência de sucesso. “Já participei de campings com o Zanetti e o Caio Souza, que são atletas olímpicos. E eu treino com o Arthur Nory, então tendo uma inspiração nele. Eu tenho uma referência e vontade de ser que nem eles”, revelou o atleta, que já mira novos objetivos.

 “Eu busco sempre melhorar. É uma cobrança minha. Quero continuar treinando firme e buscar melhorar em tudo que é preciso. Meu principal objetivo agora é ganhar de quem ganhou de mim. Já olho os adultos e mentalizo uma nota igual à deles e espero chegar aos Jogos Olímpicos, que é o sonho de todos os atletas”, projetou.

 

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