De olho em Los Angeles 2028, Rayssa Leal e Giovanni Vianna projetam evolução constante no ciclo olímpico
Principais nomes do skate street brasileiro destacam foco no processo, amadurecimento técnico e preparação física para chegar em alto nível aos Jogos Olímpicos

Rayssa Leal se prepara para buscar vaga em sua terceira edição olímpica (Mariana Sá/COB)
Os Jogos Olímpicos Los Angeles 2028 ainda estão longe para uns, mas, para os atletas do Time Brasil, a preparação para a próxima edição já está a todo vapor. Entre viagens, etapas internacionais e evolução constante das manobras, os skatistas Rayssa Leal e Giovanni Vianna encaram o ciclo olímpico com uma filosofia em comum: olhar para um desafio de cada vez, sem perder de vista o objetivo maior.
Medalhista em Tóquio 2020 (prata) e Paris 2024 (bronze), e uma das referências do skate mundial, Rayssa afirma que prefere não criar expectativas excessivas sobre o futuro. Para ela, o caminho até Los Angeles será construído gradualmente, com foco no processo e no amadurecimento que o esporte exige.
"Eu tento não pensar tanto, porque às vezes sofro por antecedência. Então prefiro focar passo por passo, porque acho que é como eu funciono melhor", afirmou a skatista. Apesar da cautela, Rayssa admite que já pensa nas possibilidades para os próximos Jogos. "Com certeza a gente fala e pensa muito sobre manobras que pode levar para LA 2028. Acho que também é um amadurecimento de muita coisa."
A maranhense também destacou a importância da preparação física para enfrentar a intensa rotina do circuito internacional.
"A gente tem que estar com o físico bom para aguentar essa jornada de campeonatos. Às vezes é um atrás do outro e nem temos pausa em casa."

A mesma visão é compartilhada por Giovanni Vianna. Para o skatista, o ciclo olímpico praticamente recomeça logo após o encerramento dos Jogos anteriores.
"A Olimpíada já começa quando acaba a outra. Quando terminou Paris, um mês depois já tinha campeonato pensando na preparação para a próxima", explicou.
Segundo Giovanni, o segredo está em dividir a caminhada em etapas. Com uma agenda cheia de competições ao longo do ano, ele acredita que a melhor maneira de manter o foco é concentrar energia no próximo desafio.
"A gente está nessa corrida já há um bom tempo e ainda falta bastante. Mas temos muitos campeonatos, então vamos pegando parte por parte. Qual é o próximo? Então vamos olhar para esse. Depois, qual é o próximo? A gente vai sempre indo de degrau a degrau."
As falas dos dois atletas refletem o momento de maturidade vivido pelo skate brasileiro. Desde a estreia olímpica da modalidade, em Tóquio 2020, o país se consolidou como uma das principais potências da cena internacional. Agora, de olho em Los Angeles 2028, a estratégia passa por combinar evolução técnica, preparo físico e regularidade competitiva para seguir brigando por medalhas no maior palco do esporte mundial.












