Cinco bolas, dois ouros e uma prata para a ginástica rítmica
Maria Alexandre e Geovanna Santos, a Jojô, fizeram dobradinha no individual geral; Leoas também subiram ao topo nas cinco bolas, repetindo o ouro conquistado no Mundial de Frankfurt

Jonne Roriz/COB
O Brasil vive um momento especial na ginástica rítmica. Depois de uma campanha histórica no Mundial de Frankfurt, em agosto, a seleção segue no alto em Santa Fé 2026. Neste domingo, 20, Maria Alexandre conquistou o ouro no individual geral dos Jogos Sul-americanos, com 114.550 pontos. Geovanna Santos, a Jojô, ficou com a prata, com 110.150. A argentina Celeste D'Arcangelo completou o pódio, com 103.350.
Se no individual o Brasil colocou duas ginastas no pódio, no conjunto as Leoas voltaram a confirmar a força que transformou 2026 em um ano histórico para a modalidade. Na final das cinco bolas, Duda Arakaki, Mariana Gonçalves, Julia Kurunczi, Renata Diniz e Sofia Madeira receberam 28.250 pontos e conquistaram mais um ouro para o Brasil. A Venezuela ficou com a prata, com 24.450, e a Colômbia foi bronze, com 24.350.
Para Maria, o título é resultado direto de um trabalho que começou muito antes de Santa Fé. Em sua primeira participação nos Jogos Sul-americanos, a brasileira destacou a preparação específica para chegar à competição no melhor momento.
“Com toda certeza, muito feliz, muito contente de poder mostrar o trabalho de várias semanas que a gente vem fazendo, com vários controles para entrar no cronograma da competição. Isso tudo é só mostrando um pouquinho do esforço que a gente vem fazendo.”
A dobradinha brasileira também teve um significado especial para Jojô. Vice-campeã dos Jogos Sul-americanos pela segunda vez — ela já havia conquistado a prata em 2022 —, a ginasta precisou reagir durante a disputa e administrar uma competição longa para terminar novamente no pódio.
“É muito gratificante, estou muito feliz pela campanha que fiz aqui no individual geral. O início de competição não foi tão bom hoje, no dia das finais do individual geral, mas soube contornar na cabeça. Ainda tinha mais três oportunidades de entrar dentro de quadra no meu melhor e veio aí a prata para o Brasil, para a gente.”
Jojô ressaltou justamente a estratégia necessária para atravessar os quatro aparelhos sem comprometer o resultado. “No geral, você tem que ter estratégia, porque do início ao fim é uma competição longa, muitas coisas, então você tem que pensar em como é que vai fazer para conseguir o resultado. Não se desgastar muito e também não deixar de entregar o seu máximo. A gente soube dosar muito bem isso.”
Leoas repetem ouro conquistado no Mundial

A apresentação ao som de “Feeling Good”, a mesma coreografia utilizada pelas brasileiras no Mundial de Frankfurt que rendeu primeiro ouro da história do país em uma final por aparelhos de um Campeonato Mundial, levou ao mesmo resultado em Santa Fé.
Capitã das Leoas, Duda Arakaki fez questão de afirmar que cada competição importa para essas leoas famintas por conquistas. “A gente está muito feliz. A gente veio bem mais leve com o objetivo do ano já conquistado, mas toda competição é importante para nós. A gente está muito feliz e quer, cada vez que entrar em quadra, fazer a nossa melhor série.”












