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Sem tempo para descansar, seleção feminina de rúgbi sevens disputa sul-americano após conquistar vaga na elite mundial

Vinte dias após o título do World Rugby Women’s Sevens Series, Yaras embarcaram para competição continental. Treinos em São Paulo tiveram também foco na vaga em Tóquio e no pódio nos Jogos Pan-America

Por Comitê Olímpico do Brasil

26 de abr, 2019 às 15:00 | 3 min de leitura

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Vinte dias após a conquista da vaga na elite mundial da modalidade, a seleção brasileira de rúgbi sevens feminino não tem tempo para descansar. Reunidas no Núcleo de Alto Rendimento (NAR) em São Paulo até esta quinta-feira (25) quando embarcaram para a disputa do Campeonato Sul-Americano, as “Yaras”, como são conhecidas, mantiveram o foco para os próximos desafios: o qualificatório olímpico e os Jogos Pan-Americanos de Lima, antes, é claro, do início do Circuito Mundial.

A busca por uma vaga nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 ficou mais palpável depois da grande atuação no World Rugby Women’s Sevens Series, em Hong Kong, com seis vitórias em seis jogos. Com o título da competição, o Brasil garantiu uma vaga entre as 12 melhores seleções do mundo pela segunda vez e estará entre as equipes fixas do Circuito Mundial de Sevens.

Na campanha em Hong Kong, o Brasil teve vitórias sobre Polônia (14x12), Cazaquistão (14x12) e Argentina (26x24) na primeira fase, liderando o grupo C. Nas quartas-de-final, bateu o Cazaquistão (21 a 5) e, na semifinal, o Quênia (17 a 5). Na decisão, vitória sobre a tradicional Escócia por 28 a 19, com tries de Aline Furtado, Bianca, Thalia e Leila.

“Essa classificação é uma motivação a mais para conseguirmos a vaga em Tóquio. Para gente, é mostrar que o que estamos treinando, realmente está fazendo efeito. Agora estamos na elite do rúgbi mundial. Atingimos o primeiro degrau, mas não podemos nos acomodar. É seguir treinando para buscar os objetivos”, disse a capitã da equipe, Raquel Kochhann.

No Rio 2016, as Yaras já viveram a experiência de disputar uma edição de Jogos Olímpicos. A nona colocação permitiu à seleção feminina garantir uma vaga no Circuito Mundial na temporada 16/17. Agora, serão oito jogos na elite. Antes disso, três competições servirão como teste para enfrentar as maiores potências do esporte.

“Foi uma conquista muito grande porque a gente sabe o quanto sofremos aqui no NAR para trazer esse resultado. Foi muito choro, muito sofrimento. Em Hong Kong, nosso maior desafio era: elas são fortes, elas são rápidas, como vamos trabalhar contra elas? E a gente conseguiu, do nosso jeito, passar por todas as adversárias. É com esse pensamento que seguimos trabalhando muito duro para as próximas competições”, disse Bianca Silva, uma das artilheiras do Brasil no World Rugby Women’s Sevens Series e que foi descoberta em um projeto social em Paraisópolis, uma comunidade em São Paulo.

Uma semana depois da conquista, as atletas já tinham virado a chave e voltaram ao NAR para os treinamentos visando o restante da temporada. A preparação começa com dois dias de alta intensidade e um de baixa, para simular o torneio em que os jogos são em dias seguidos, um de alta, um de baixa e dois de folga. Nos dias de treino mais intenso, as atletas fazem musculação, duas sessões no campo e condicionamento físico. Nos de baixa intensidade, uma sessão de academia e uma de treino individual, de habilidades específicas.

A expectativa é grande para os Jogos da Série Mundial. Antes dos tão sonhados confrontos contra as melhores seleções, as Yaras vão pegar tradicionais adversários regionais no Sul-Americano e nos Jogos Pan-Americanos. Em Lima, a seleção feminina de rúgbi sevens do Brasil almeja superar o bronze conquistado no Pan de Toronto, em 2015.

“Nosso objetivo para o Pan-Americano é bater os Estados Unidos e Canadá, que são potências, e a Argentina, que está ali no nosso calcanhar. Buscar o ouro sempre, mas se não der, é estar na melhor colocação possível”, completou Raquel.

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