Jogos Escolares

Comandada pela medalhista olímpica Adrianinha, Alexia Dagba é cestinha nas duas vitórias do Santa Emília

Jovem de 12 anos é destaque da equipe ao lado das Leticias Santos e Cabral. Pernambucanas já estão nas semifinais de segunda-feira.

Por Comitê Olímpico do Brasil

22 de set, 2019 às 06:42 | 6 min de leitura

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Medalha de bronze nos Jogos Olímpicos Sydney 2000, Adrianinha montou um time de respeito com jovens de 12 a 14 anos no Colégio Santa Emília, de Recife (PE), e estreou com duas vitórias no Regional Azul dos Jogos Escolares da Juventude. Na manhã deste sábado, dia 21, as pernambucanas venceram a Escola Municipal João Alves de Carvalho, de Caiçara (PB), por 63 a 10, e à tarde derrotaram o Instituto Dom Fernando Gomes, de Aracaju (SE), por 95 a 4.

Com a classificação garantida para as semifinais de segunda-feira, o Colégio Santa Emília encara as cearenses do Colégio Farias Brito, no Palácio dos Esportes, em Natal (RN), com entrada franca. O vencedor da partida garante classificação para disputar a etapa Nacional dos Jogos Escolares da Juventude, em novembro, em Blumenau (SC).

Destaque da equipe pernambucana, a ala-pivô Alexia Dagba é uma das mais jovens do grupo e já possui um troféu de campeã sul-americana na prateleira. Filha de brasileira com senegalês, Alexia morou por sete anos na África, mas nasceu no Brasil e tem um futuro promissor pela frente. 

“Dei o meu máximo do começo ao fim. A próxima partida com certeza será bem mais difícil”, disse a camisa 13 do Santa Emília, campeã Sul-americana Sub-14 em Guayaquil, no Equador. No dia 29 de julho desse ano, o Brasil derrotou a Argentina por 52 a 38. “Adquiri muita experiência. Foi a melhor competição da minha vida”, garantiu a jovem de 12 anos.

Alexia foi a cestinha na primeira partida com 21 pontos e totalizou 40 nos dois confrontos do dia. Mas sua atuação não seria tão consistente se não tivesse com quem dialogar dentro de quadra. A equipe pernambucana mostrou que está bem treinada e conta ainda com uma dupla de Leticias – Santos e Cabral –, igualmente habilidosas, além de Clarice Borges, que marcou 20 pontos e foi a cestinha da segunda partida, e a capitã Dandarah Duarte.

“Essa é a minha primeira oportunidade nos Jogos Escolares. O placar não mostra como as meninas dos outros times insistiram bastante dentro de quadra. Começamos nosso trabalho no início do ano e claro que espero por um bom resultado aqui em Natal. Mas não conto com a vitória”, disse Letícia Santos, 13 anos.

Adrianinha aprovou a sua estreia na maior competição escolar do país. Após a primeira partida do dia, com a filha Regina de 1 ano nos braços, a veterana atleta com cinco Jogos Olímpicos – de Sydney 2000 ao Rio 2016 – no currículo começou bem a carreira de treinadora. “Conseguimos controlar a ansiedade e enfrentamos um time que a gente não conhecia. Tivemos alguns erros de passe, mais pela cobrança excessiva delas próprias”, disse.

Aos 40 anos, Adrianinha está cursando pós-graduação em educação infantil e uma coisa ela garante: a filha Regina não será jogadora de basquete. “Acho que ela vai lutar boxe. Ela tem muita energia, volta e meia me dá uns tapas”, brincou. A convivência com a primeira filha e as meninas do Santa Emília deixaram as ex-armadora da Seleção Brasileira ainda mais rejuvenescida: “Passei a vida inteira viajando, disputando competições por todo o mundo. Então fazer parte disso tudo me faz muito bem, me rejuvenesce”.

Os Jogos Escolares da Juventude são organizados e realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), com patrocínio da Coca-Cola, parceria da Ajinomoto e do Grupo Globo, e apoio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte.

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