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Érica Sena retoma os treinos em Portugal e volta a sonhar com pódio olímpico

A pernambucana foi sétima colocada nos Jogos do Rio-2016, quarto lugar nos Mundiais de Londres-2017 e de Doha-2019


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Érica Sena retoma os treinos em Portugal e volta a sonhar com pódio olímpico
Wander Roberto/COB

A pernambucana Érica Sena, melhor marchadora da história do Brasil, é apontada como candidata ao pódio da prova dos 20 km nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021. Credenciada por bons resultados, a atleta do Pinheiros superou os problemas causados pelo adiamento dos Jogos e pelas restrições impostas pela pandemia da COVID-19.

Depois de seis meses de muitas dificuldades em Cuenca, no Equador, onde mora, Érica reencontrou o prazer de treinar na Missão Europa, parceria entre Comitê Olímpico do Brasil (COB) e Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). A campeã brasileira viajou para a cidade de Rio Maior no dia 1º de setembro e deve treinar no local até o dia 1º de outubro, acompanhada do treinador e marido Andrés Chocho, recordista sul-americano dos 50 km, com 3:42:57. Érica e outros 27 representantes do atletismo brasileiros estão no Rio Maior Sports Centre, além de treinadores, fisioterapeuta e massoterapeuta

 “A sensação de pisar numa pista depois de tanto tempo foi uma alegria imensa, apesar das dores que senti na canela no dia seguinte. A volta tem que ser aos poucos. Está sendo excelente treinar em Portugal. Estar com outros atletas dá uma motivação a mais e também é um incentivo”, comentou a recordista brasileira dos 20 km, com 1:26:59. “Estou treinando todos os dias em dois períodos, pela manhã por volta das 9 horas e à tarde, lá pelas 17:30, graças a Deus.”

“Chega de bater na trave” 

Sétima colocada nos Jogos do Rio-2016 e quarto lugar nos Mundiais de Londres-2017 e de Doha-2019, Érica quer um o pódio em 2021. “Quero fazer o melhor resultado de minha vida em Tóquio e conquistar uma medalha. Chega de bater na trave”, disse a atleta, ganhadora da prata nos Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015 e do bronze em Lima-2019.

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Depois de 9 anos, período em que mora no Equador, Érica voltou a disputar a Copa Brasil Caixa de Marcha Atlética, em fevereiro, no Recife, conquistando a medalha de ouro, com o tempo de 1:37:06. Ela abriu mão de participar do Campeonato Sul-Americano de Lima, em março, em função dos treinamentos para a Olimpíada e para o Mundial de Marcha, que estava previsto para maio em Minsk, Bielorrúsia, que acabou adiado para 2022 por causa da pandemia.

A atleta de 35 anos foi surpreendida pelas complicações causadas pelo novo coronavírus. Ficou três meses trancada em casa, treinando apenas em esteira e respeitando a quarentena determinada pelas autoridades sanitárias. Quando pôde voltar às ruas, teve dificuldades com a máscara e o temor de ser contaminada. “Meu corpo mudou um pouco nesta quarentena, continuo pesando a mesma coisa, mas com algumas mudanças, e acabei perdendo a forma física”, comentou. “Por isso, a alegria de poder voltar aos treinos normais, de ter contato com outros atletas e de pensar de novo em Tóquio.”

Fonte: CBAt

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