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COB enviará atletas para treinamento na Europa a partir de julho

Portugal é o primeiro destino confirmado; enquanto isso, no Brasil, retomada dos treinos exigirá cuidados especiais


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COB enviará atletas para treinamento na Europa a partir de julho

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) enviará uma delegação com cerca de 200 atletas, divididos em grupos de julho a dezembro, para treinamentos na Europa. O anúncio foi feito às Confederações Brasileiras Olímpicas em reunião nesta segunda-feira, dia 1° de junho. A medida faz parte do Programa Emergencial de Apoio ao Sistema Olímpico, cujas primeiras ações foram apresentadas no dia 18 de maio, após dois meses do isolamento social provocado pelo combate à pandemia do novo coronavírus. Portugal é o primeiro país já confirmado, tendo sido escolhido por estar em um estágio avançado no enfrentamento à Covid-19, além do relacionamento existente com o Comitê Olímpico daquele país, que já havia sido escolhido como base principal de aclimatação do Time Brasil para os Jogos Olímpicos Paris 2024.

“O COB entende o momento peculiar que todo o mundo está passando, com impacto direto em todos os segmentos da sociedade, inclusive o esporte. Nesse sentido, cumprimos nosso papel de manter o sistema olímpico saudável, oferecendo aos nossos atletas as melhores condições de treinamento e performance, com a máxima segurança”, afirma o presidente da entidade, Paulo Wanderley Teixeira.

A missão deve incluir atletas e oficiais de diversas modalidades e está em fase final de planejamento, sendo o COB responsável por arcar com as passagens aéreas, hospedagem e alimentação da delegação. O investimento será coberto por parte dos R$ 15 milhões previstos no orçamento deste ano da entidade, dentro do Programa de Preparação Olímpica, oriundos da Lei das Loterias. A opção por Portugal respeitou as condições de segurança de saúde, o protocolo de treinamento e as medidas de isolamento impostas pelas autoridades locais.

“Temos uma relação estreita com o Comitê Olímpico de Portugal e já tínhamos iniciado as negociações para a Missão Paris 2024. Com a pandemia, acreditamos que usar as instalações esportivas portuguesas nos permitirá oferecer aos atletas locais seguros e de alto nível para que retomem suas atividades”, explica o diretor geral do COB e campeão olímpico de judô, Rogério Sampaio.

“Para o COB, é preocupante ver seus atletas sem condições de treinamento em virtude da necessidade real de mantermos o isolamento para controle da pandemia no país. Sabemos o quão importante é vencermos a batalha contra o coronavírus, ao mesmo tempo que trabalhamos para que o Time Brasil esteja em pé de igualdade com seus principais adversários”, afirma o Chefe de Missão nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 e vice-presidente do COB, Marco Antônio La Porta Jr.

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Paralelamente à Missão Portugal, o COB está finalizando seu protocolo de retomada aos treinos. Trata-se de um documento de aproximadamente 200 páginas, produzido nas últimas semanas em parceria com especialistas e médicos das Confederações Olímpicas. Este manual ditará as normas de utilização e abertura gradual do Centro de Treinamento do Time Brasil, no Rio de Janeiro, em consonância com as diretrizes dos órgãos governamentais de saúde.

“Buscamos referências em diversos Comitês Olímpicos do mundo, que já se encontram em estágios avançados em relação ao Brasil no combate à pandemia. Nosso objetivo é ter um guia completo, que sirva de referência para atletas e instituições”, diz o diretor de esportes do COB, Jorge Bichara. “A ideia é que o atleta fique o mínimo possível na instalação, tendo o menor contato possível com outras pessoas”, completa.

A Missão Portugal dá continuidade ao pacote das primeiras 15 medidas desenvolvidas pelo COB desde março, e apresentadas no dia 18 de maio, para apoio ao sistema olímpico em tempos de pandemia. Está previsto também um aporte de recurso de R$ 7 milhões, a ser utilizado em ações de combate à pandemia (compra de testes e equipamentos de EPI, por exemplo), projetos esportivos e administrativos (como pagamento de fornecedores, tributos, aluguéis, etc), em virtude do impacto financeiro na receita das entidades no momento. A distribuição será igualitária entre todas as confederações olímpicas.

No Programa Emergencial de Apoio ao Sistema Olímpico foi confirmado ainda a destinação de R$ 10 milhões para projetos ligados à área de desenvolvimento esportivo junto às Confederações.

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