Pioneiro, Filipe Otheguy conquista prata inédita para o Brasil na pelota basca
Em Santa Fé 2026 foi a primeira vez em que um brasileiro subiu ao pódio em Jogos Sul-americanos

Mariana Sá/COB
O Brasil conquistou uma medalha inédita nos Jogos Sul-americanos. Nesta quinta-feira, 24, Filipe Otheguy garantiu a medalha de prata no frontball da pelota basca em Santa Fé 2026. É a primeira vez que o país sobe ao pódio na modalidade com o pioneiro Filipe, que já tem no currículo as primeiras medalhas do Brasil em Jogos Pan-americanos, bronzes em Lima 2019 e Santiago 2023. Com a medalha, ele garantiu, inclusive, a vaga para os Jogos Pan-americanos de Lima 2027.
“Essa medalha representa muito para mim. Ao jogar pelo Brasil, país da minha mãe, vêm muitos sentimentos. Estou muito contente por ter conquistado a vaga para o Pan, isso é muito importante para nós. Vamos em busca de mais. Já tenho duas medalhas de bronze em Pan, agora uma prata no Sul-americano. Vamos ver ser conquisto o ouro mais na frente”, pontuou Filipe, que é franco-brasileiro, filho de pai francês e mãe brasileira.
Filipe só foi parado na decisão da modalidade, que foi disputada no Momumento da Bandeira de Rosário. O brasileiro acabou superado pelo peruano Jesús Poma por 2 sets a 0 (10/1, 10/7) e, por fim, garantiu a prata. Apesar do revés, ele enalteceu o ineditismo da medalha e enfatizou a sua preparação para Lima no ano que vem.
“Vamos analisar com a Rosa (técnica) e com o COB o que poderemos fazer em relação a treinamentos. Vamos procurar a melhor preparação, porque teremos fortes países, como México, Cuba, Estados Unidos, Peru”, explicou.
O franco-brasileiro mora na parte francesa do País Basco e, naturalmente, foi influenciado pela cultura local, onde as modalidades da pelota basca são bastante difundidas. De acordo com ele, é como “se fosse o futebol do Brasil”. Por isso, objetivo do atleta é, junto à sua técnica Rosa Guerrero, expandir a modalidade em território brasileiro, uma vez que o material necessário é bastante simples: bastam uma bola pequena, uma parede e mãos livres para praticar o esporte.
“O Filipe é o pioneiro da pelota basca no Brasil e um exemplo de atleta, de pessoa. Todo esporte tem que começar por alguém e nós começamos com tudo. É um esporte que com certeza vai ter o molho brasileiro e vamos ser referência no Mundo”, enfatizou Rosa, que é venezuelana naturalizada brasileira, campeã sul-americana da modalidade e vive há 12 anos no Brasil.
“É um esporte muito simples, não tem muita coisa para dificultar. É uma parede e uma bolinha, acho que as crianças podem jogar muito no Brasil. E o esporte é importante no contexto social. Além disso, quero que outros continuem jogando a pelota basca, eu não vou jogar para sempre”, endossou, rindo, Filipe.











