Novo Programa GET fortalece governança e impulsiona evolução das confederações olímpicas
Nova edição avalia 37 Confederações olímpicas com metodologia mais objetiva e capacitação. Índice GET é um dos critérios para distribuição de recursos das Loterias

Alexandre Loureiro/COB
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) concluiu o primeiro ciclo do novo Programa GET (Governança, Ética e Transparência), reformulado para ampliar o desenvolvimento da gestão das Confederações olímpicas brasileiras. Em 2026, 37 entidades participaram da avaliação, que passou a ser organizada em cinco princípios (integridade, responsabilização, transparência, sustentabilidade e equidade), e uma etapa de capacitação. A mudança consolida uma nova abordagem: além de avaliar as práticas adotadas pelas confederações, o programa busca apoiar a evolução de cada entidade.
"O GET deixa de ser apenas uma avaliação e passa a ser uma jornada de desenvolvimento. Com a nova metodologia, mais objetiva e alinhada às boas práticas de governança, queremos apoiar cada confederação a evoluir de forma contínua, e não somente medir seu desempenho", conta Matheus Figueiredo, Gerente de Relações Institucionais do COB.
Uma das principais novidades é a Academia GET, criada para fortalecer a dimensão educativa do programa. Entre março e junho, as confederações participaram de três meses de aulas on-line, estudos de caso e encontros para esclarecimento de dúvidas sobre os princípios avaliados. A iniciativa complementa a análise documental e busca ajudar as entidades a incorporar boas práticas à rotina de gestão.
"A Academia GET foi um marco deste ciclo. Capacitação e avaliação caminham juntas: as confederações não recebem apenas uma nota, mas o conhecimento e o apoio necessários para transformar boas práticas em rotina de gestão e resultado esportivo", destaca Matheus.
O Índice GET é um dos 13 critérios utilizados pelo COB na distribuição dos recursos provenientes das Loterias às confederações olímpicas. Dessa forma, a avaliação de governança tem impacto concreto na relação entre o Comitê e as entidades, associando a adoção de boas práticas a um dos mecanismos de repasse financeiro.












