Com recorde dos Jogos Sul-americanos e vagas para Lima 2027, atletismo brasileiro fecha Santa Fé 2026 com 38 medalhas
Brasileiros conquistaram dois ouros e cinco pratas e um bronze no último dia; Elton Petronilho venceu o salto triplo e Paloma Cardoso foi ouro no heptatlo nesta sexta-feira
O atletismo brasileiro encerrou os Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026 com dois ouros nesta sexta-feira. No salto triplo, Elton Petronilho quebrou o recorde da competição, mas saiu com vontade de atingir novamente os 17 metros. No heptatlo, Paloma Cardoso foi a melhor durante os dois últimos dias de provas e celebrou principalmente a vaga para os Jogos Pan-americanos Lima 2027.
Ao longo dos últimos quatro dias foram 38 pódios para os brasileiros no atletismo, somando 14 ouros, 15 pratas e nove bronzes. Só nesta sexta-feira, dia 25, foram dois ouros, cinco pratas e um bronze.
No salto triplo masculino, Elton Petronilho venceu com 16,84m, estabelecendo novo recorde dos Jogos Sul-americanos, três centímetros acima da marca do surinamenho Miguel van Assen, que vinha de Cochabamba 2018. Felipe Izidro ficou com a prata, com 16m. Marca de um atleta que sempre busca uma evolução, Elton disse que queria ter saltado mais, apesar do recorde.
“Gostei muito da minha prova, que foi crescente. Aqueci muito bem, mas me perdi um pouco no final, já estava cansado. Estou feliz com o recorde, mas a marca que eu e meu treinador queríamos era 17 metros. Até porque o clima foi muito bom, agradável para todos. Gostei muito, foi muito favorável. Era questão de encaixar o salto mesmo”.
O outro ouro ainda veio pela manhã. Paloma Cardoso foi a mais consistente no heptatlo e conseguiu nos 800m rasos manter a vantagem construída durante as seis primeiras provas para vencer com 5633 pontos, à frente das venezuelanas Mariangelic Rojas, com 5549 e Marienger Chirinos, com 5509, que completaram o pódio.
“Esse ano tive muitas lesões, mas eu consegui dar o meu melhor a cada prova, superar um pouquinho, fazer vários PBs. Gostei bastante do ano, foi constante, mesmo errando bastante e com muitas dores desde o Troféu Brasil, muitas dificuldades”, resumiu Paloma, que celebrou a sua vaga aos Jogos Pan-americanos Lima 2027. “Eu e meu treinador conseguimos treinar em cima disso para tentar chegar bem, mas gostei da prova. Fiz um PB muito bom no salto em altura, fui constante no primeiro dia, e conseguimos alcançar a meta que era o ouro”, completou a campeã.
Brasil conquista mais pódios durante último dia
Nas últimas provas do dia, o Brasil conquistou três medalhas de prata. No salto em altura, Maria Eduarda Oliveira ficou com a prata, ao saltar 1,85m, sua melhor marca da temporada. O ouro foi para Glenka Antonia, de Curaçau, primeira medalha de ouro do país caribenho em Santa Fé 2026. Roberta Santos terminou em quinto, com 1,79m.

Wallace Evangelista ficou em segundo nos 3.000m com obstáculos masculino, correndo para 8min32s33, melhor marca de sua carreira. Ele ficou boa parte do tempo atrás do pelotão, antes de atacar os líderes, e chegou a liderar durante a penúltima volta. O ouro foi para o panamenho Diddier Rodriguez, que bateu novo recorde dos Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026, com 8min31s89. Gleison Santos terminou em quinto, com 8min48s35, melhor marca da temporada.
“Estou muito feliz cara. Trabalhei muito pra esse dia, para esse momento e sabia que ia chegar. Me senti muito bem na prova, tentei me controlar ali no início e fazer a estratégia que eu tinha em mente, que era atacar faltando quatro voltas. E deu certo cara, ataquei, diminuiu o grupo e foi no detalhe. Meus concorrentes estão de parabéns. Queria agradecer ao COB por toda a estrutura e à CBAt por todo apoio para representar mais uma vez o Brasil da melhor maneira possível”, celebrou Wallace.
Em seguida, nos 3.000m com obstáculos feminino, Tatiana Raquel da Silva ficou com a prata, com 9min44s10, entre duas argentinas. O ouro foi para Belen Casetta, que estabeleceu recorde dos Jogos Sul-americanos, com 9min35s44. Pela primeira vez, a prova terminou com marcas abaixo dos 10 minutos na história da competição.
“Eu saio feliz com mais uma medalha, mas ao mesmo tempo com um gostinho amargo, porque eu queria levar o ouro. Mas é final de temporada, então é isso”, disse Tatiana, que fez questão de parabenizar a vencedora. A brasileira sai de Santa Fé 2026 com duas medalhas, após o bronze nos 1.500m rasos.

O revezamento 4x400m feminino foi a última prova do atletismo nos Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026. O Brasil, contando com a torcida de Alison dos Santos na arquibancada, terminou com a prata, atrás apenas da Colômbia. Jainy Suelen, Júlia Ribeiro, Leticia Nonato e Maria Victoria Sena formaram o quarteto brasileiro.
“A gente conversou antes da prova. Nós quatro somos um time muito unido, uma sempre conversa com a outra, apoia a outra. A corrida de cada uma foi muito importante. A nossa união traz os resultados e ainda vamos conseguir resultados melhores", disse Júlia Ribeiro.
Mais cedo, Ana Carolina Azevedo, Suellen Vitória, Larissa Regina e Vitória Rosa foram bronze no 4x100m feminino.











