Brasil conquista ouro por equipes no salto e gabarita as vagas do hipismo para Lima 2027
Time Brasil confirma domínio na prova em Santa Fé e completa classificação por equipes do hipismo; Gabriel Gouveia lidera disputa individual

Jonne Roriz/COB
O Brasil está classificado para os Jogos Pan-americanos Lima 2027 nas três provas por equipes do hipismo. Depois do ouro no CCE e da prata no adestramento, o Time Brasil fechou a participação coletiva da modalidade nos Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026 com mais uma medalha de ouro, desta vez no salto. O quarteto formado pelos conjuntos Gabriel Gouveia/Ratzinger, Stephan Barcha/Chantilly, José Roberto Reynoso/Cornet Shot e José Luiz Guimarães de Carvalho/Barbarela terminou a competição na primeira colocação, com 17,74 pontos, à frente de Argentina (22,10) e Chile (33,40).
A conquista teve um componente importante para o presente e outro que aponta para o futuro. Aos 31 anos, Gabriel Gouveia fez sua estreia em Jogos Sul-americanos representando o Brasil e terminou a disputa por equipes na liderança da classificação individual. Com o garanhão Ratzinger, o cavaleiro mineiro ajudou o Brasil a construir a vantagem e agora entra como um dos nomes a serem acompanhados na final individual, no sábado, quando todos os cavaleiros retornam para a disputa.
“Estou muito feliz em ter contribuído para a vitória da equipe. Essa foi minha primeira vez nos Jogos Sul-americanos e representar o país é muito especial. Agora é focar para sábado”, afirmou Gabriel, que vive uma temporada de afirmação. Ele conquistou neste ano o Campeonato Brasileiro e, com o resultado, garantiu a vaga para representar o Brasil em Santa Fé.
A equipe brasileira garantiu vaga em Lima 2027. Jonne Roriz/COB
A trajetória recente reforça a perspectiva de crescimento. Ratzinger, de dez anos, chegou aos grandes prêmios apenas nesta temporada e vem evoluindo de competição em competição. Gabriel, que vive em Belo Horizonte e atua profissionalmente no Brasil, também já olha para os próximos passos. “É seguir nesse caminho, podendo representar cada vez mais o Brasil nas competições e buscar uma vaga olímpica”, projetou.
Do outro lado, a equipe teve em Stephan Barcha a experiência de um cavaleiro que conhece o caminho até os maiores palcos do esporte. Aos 36 anos, o medalhista de ouro por equipes e prata individual em Assunção 2022 disputou as duas últimas edições dos Jogos Olímpicos e foi quinto colocado em Paris 2024. Em Santa Fé, ajudou o Brasil a conquistar o título por equipes e também avançou para a final individual, na sexta colocação.
“Como equipe, acho que viemos como favoritos e cumprimos nosso papel. O principal era a qualificação para Lima”, destacou Stephan. O cavaleiro brasileiro vê Santa Fé como mais uma etapa de uma carreira que ainda tem objetivos importantes ppara o futuro. “O hipismo é um esporte muito longevo. Apesar de já ter feito bastante, tenho um caminho grande ainda pela frente. Se Deus quiser, Lima no ano que vem, Los Angeles no próximo”, afirmou.
A vitória brasileira foi construída com vantagem desde a primeira parte da competição. No segundo dia, a equipe enfrentou dificuldades no rio, com três faltas nesse obstáculo, mas manteve a liderança graças ao desempenho nos demais obstáculos. Para o chefe de equipe Pedro Paulo Luiz Lacerda, o saldo foi de uma participação forte, embora ainda exista espaço para evolução.
“Na quarta (23) foi uma participação quase perfeita, em que fomos primeiro, segundo e terceiro. Hoje custaram caro algumas faltas no rio, mas, nos obstáculos, fomos muito bem e conseguimos o ouro”, avaliou.











