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Jogos Escolares

Taxa máxima de ocupação da rede hoteleira, inovações tecnológicas e desafios de logística: os Jogos Escolares em Palmas

Impacto econômico na capital do Tocantins é celebrado pela população local, que ainda presenciou uma série de destaques esportivos

Por Comitê Olímpico do Brasil

17 de set, 2019 às 09:33 | 2 min de leitura

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Os Jogos Escolares da Juventude vão muito além das competições esportivas, unindo milhares de pessoas em todo o país e impactando positivamente a economia das cidades-sede. No caso de Palmas, a história não foi diferente. A maior competição escolar do país provocou uma verdadeira revolução na capital do Tocantins, justamente em um período de baixo movimento turístico: foram 5.935 diárias comercializadas em apenas cinco dias (11 a 15 de setembro) e cerca de 12 mil refeições servidas nos 17 hotéis contratados.

Isso representa um acréscimo superior a 50% da taxa de ocupação hoteleira da cidade. “Estávamos com uma demanda baixa e tivemos uma melhora significativa, alcançando os 100% da capacidade no período do evento”, declarou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Tocantins, Marcelo Constantino. Ele revelou ainda que, para atender todas as exigências do COB, os hotéis precisaram contratar novos funcionários.

Gerente comercial do hotel Vivence, Samuel Santiago, endossou a análise de Constantino e afirmou que o crescimento na taxa de ocupação chegou a 80%: “Foram 154 pessoas de Brasília hospedadas no hotel, entre atletas e outros integrantes, com cinco dias de ocupação máxima”.

A edição 2019 dos Jogos Escolares da Juventude conta ainda com algumas inovações tecnológicas. Os novos placares eletrônicos, testados e aprovados no ano passado, foram adotados em todos os ginásios das etapas regionais. No setor jurídico, a presença de auditores remotos permitiu uma redução das despesas e, ao mesmo tempo, a manutenção do nível de qualidade do serviço. 

Entre os destaques esportivos, estão o Colégio Marista de Brasília, que conquistou a vaga para Blumenau após série de insucessos e os títulos do Colégio Santa Rosa, de Belém (PA), e do Colégio Projeção (DF).

A etapa Regional Verde contou ainda com equipes de diversas cidades dos sete estados do Norte, além do Distrito Federal e do Mato Grosso. Como exemplo, vale citar a Escola Estadual Indígena Matyk, do povo Apinajé, que disputou o torneio feminino de futsal 12 a 14 anos. Derrotada na semifinal e na disputa pela medalha de bronze no vôlei masculino 12 a 14 anos, a Escola Estadual Padre João Badalotti, de Barcelos (AM), promete retornar ainda mais forte ao maior evento esportivo escolar do país em 2020.

“Temos apenas três jovens com 14 anos, a base retorna no ano que vem com mais experiência e conhecimento. Ficamos em quarto lugar, mas o saldo foi positivo. Para chegar em Palmas, foram dois dias viajando em barco de linha, o que não é confortável. Todos viajaram de avião pela primeira vez e ainda sentiram o clima quente e seco. Além disso, nunca tivemos apoio de órgãos estaduais ou empresas. Só agora recebemos o apoio da escola”, disse a professora de educação física Sandra Leite, de 44 anos, que dedica seu esforço aos jovens do município desde 1995.

O empoderamento feminino também foi notado nos Jogos Escolares da Juventude, em Palmas. O número de professoras comandando equipes na competição aumenta a cada ano. Um dos exemplos mais marcantes foi da técnica Thays Espírito Santo, no futsal. Ela levou a equipe masculina 12 a 14 anos do CEF 01 Riacho Fundo II, de Brasília (DF), ao vice-campeonato e garantiu o time da instituição em Blumenau (SC).

“Comecei como professora no mesmo colégio. Disputei os Jogos Escolares aos 13 anos, não subi ao pódio e voltei como técnica, o que é muito emocionante para mim”, disse Thays.

Os Jogos Escolares da Juventude são organizados e realizados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), com patrocínio da Coca-Cola, parceria da Ajinomoto e do Grupo Globo, e apoio da Prefeitura Municipal de Palmas.

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