Jovens venezuelanos encontram caminho graças ao basquete do Amazonas: “Pilares”
Treinador Yuri Lima destaca papel de Steven, Faverson e Carlos na equipe; Jogos da Juventude ajudaram garotos a ganhar oportunidade de estudo e a se adaptar ao Brasil com mais facilidade

De
acordo com dados da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), estima-se que mais
de 6 milhões de refugiados e migrantes venezuelanos haviam deixado o seu país
de origem até o início de 2022. Destes, aproximadamente 350 mil tiveram como
destino o Brasil, sendo 40 mil para o Amazonas. Uma pesquisa da ACNUR e Pólis
Pesquisa apontou que mais da metade da população venezuelana em Manaus pode
contribuir com a diversificação da economia e desenvolvimento local, porque
contam com formação de nível médio, técnico ou superior em áreas como educação,
administração e engenharia.
Contudo, as pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela que têm empregos
formais ou informais recebem menos que os brasileiros com a mesma formação e 15%
das mulheres venezuelanas não trabalham fora de casa por ter que cuidar das
crianças ou da família. Além disso, um terço dessas mães são as únicas
responsáveis por cuidar do sustento e de demais membros da casa.
