'Estamos vindo forte’: equipe de natação quer fazer história nos Jogos de Tóquio
Equipe, que está na base do Time Brasil em Sagamihara, mescla novatos e experientes
Por Comitê Olímpico do Brasil
16 de jul, 2021 às 18:45 | 4 min de leitura
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O Brasil mergulhará na piscina em Tóquio com uma mescla de atletas veteranos, com experiência em finais olímpicas, e novatos que já começam a seguir os seus passos.
A equipe de natação disputará os Jogos Olímpicos com 26 atletas (16 homens e 10 mulheres). Entre eles, 16 estreantes, como Ana Carolina Vieira, de 19 anos. “É minha primeira vez em competição absoluta. Vai ser um desafio imenso representar o Brasil. Estou muito ansiosa para nadar”, disse a nadadora paulista.
Integrante dos revezamentos 4x100 m livre feminino e 4x100 m livre que conquistaram a prata nos Jogos Olímpicos da Juventude em 2018, ela conta que o quarteto de mulheres está focado para a disputa no Japão.
“Foi uma emoção conseguir realizar o que eu queria no revezamento. Agora estou ajustando os detalhes. Estamos vindo fortes e treinando muito. Estamos em busca de uma final e, quem sabe, de uma medalha”, conta Ana Carolina.
Entre os mais experientes, um dos destaques do time é Leonardo de Deus, de 30 anos, que diz sentir o mesmo frio na barriga que experimentou em Londres 2012.
Classificado para nadar os 200m borboleta no Japão, ele já foi finalista em Campeonatos Mundiais e semifinalista em Jogos Olímpicos. Foi nesta prova que, em 2019, tornou-se o primeiro tricampeão Pan-americano na história da competição.
“Desde 2019 eu tenho focado nessa prova, tenho trabalhado para ela e sinto que posso fazer uma coisa muito grande! Vou dar o meu melhor, quero estar numa final e disputar uma medalha com os melhores do mundo. Com essa pandemia pudemos ver quem conseguiu seguir treinando e quem não conseguiu. Foi fundamental o trabalho mental para o atleta nesse momento”, relembra.
O chefe da equipe de natação, Renato Cordani, avalia que o nível técnico dos Jogos será muito forte.
“Os tempos técnicos ficaram represados. A seleção brasileira está nadando muito bem. Estamos com muita confiança nos atletas”, disse Renato Cordani, que revelou ter um carinho especial pelo revezamento 4x100m feminino. “É um revezamento que tem as duas mais jovens atletas da seleção, Stephanie e Carol. Esse revezamento feminino foi finalista apenas em 1948, com a equipe que contava com Piedade Coutinho. Os dois revezamentos têm objetivos de final, têm grandes chances. As meninas estão aqui muito focadas, querem fazer história!”.