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Precisão e técnica levam Ana Gonçalves e Ygor Monção a conquistarem as primeiras medalhas do Taekwondo no Panamá

Atletas faturaram prata e bronze individuais e garantiram a prata nas duplas mistas na categoria Poomsae

Por Comitê Olímpico do Brasil

21 de abr, 2026 às 16:15 | 4 min de leitura

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Ana Gonçalves e Ygor Monção garantem 3 medalhas no Taekwondo Poomsae. Foto: Juliana Ávila/COB

As primeiras medalhas do taekwondo brasileiro nos Jogos Sul-americanos da Juventude vieram graças a muita técnica, e flexibilidade. Nesta terça-feira, 21, Ana Gonçalves e Ygor Monção conquistaram prata e bronze no individual, respectivamente, e ainda foram prata nas duplas mistas no Poomsae, a categoria de sequência de movimentos solo que exige bastante precisão dos atletas.

 

“A sensação é de muita felicidade de ter conseguido chegar até e medalhar para o Brasil pela primeira vez. Queria o ouro, claro, mas estou feliz com as pratas”, celebrou Ana.

 

“Para mim essas medalhas são fruto de muito esforço. A sensação de representar o seu país e conseguir desempenhar bem, medalhar, é incrível. Tudo o que abdiquei, treinei, teve o resultado que queria. Isso é muito bom”, endossou Ygor. 

 

O Poomsae envolve movimentos técnicos que simulam ataques e defesas, como chutes, socos e bloqueios, e as disputas são feitas em confrontos. Cada atleta ou dupla performa a sua sequência por vez e os juízes atribuem notas às apresentações dos atletas.

 

“É mais uma arte, mesmo, mas não se deve confundir com uma dança, por exemplo. Estamos em um combate, enfrentando nossos oponentes. A mente controla tudo. Precisamos ter um equilíbrio mental forte para isso se refletir no físico”, explicou Ana.

 

“Você precisa ter total noção do seu corpo em cada movimento. Precisa sentir, ter essa autopercepção. É fundamental para o Poomsae”, completou Ygor. 

 

Ambos os atletas tiveram trajetórias parecidas na modalidade e começaram ainda pequenos. Ygor, natural de Maricá (RJ), iniciou aos 3 anos por influência dos pais, Rafael e Jucilene, que são atletas de taekwondo com passagens pela seleção brasileira, enquanto Ana, de Ribeirão das Neves (MG), começou a praticar aos 7 anos. 

 

“Desde pequeno eu faço taekwondo e comecei na luta, cheguei a ser campeão brasileiro cadete. Mas me encontrei no Poomsae pela técnica e pelo fato de não precisar bater peso. O taekwondo é minha vida. Eu vivo disso e amo”, pontuou Ygor, que já tem no currículo experiências internacionais com participações em Mundiais e um bronze no Pan-americano da modalidade (em 2024).

 

“Também comecei na luta, mas me pediram para escolher e decidi pelo Poomsae por conta da minha flexibilidade. Há cinco anos foco somente nele e não quero voltar a lutar. Sem o taekwondo, o Poomsae, eu não teria esse equilíbrio físico e emocional para seguir minha carreira”, reforçou Ana, que também soma experiências intercionais: ela foi 5o lugar no Mundial (2022) e prata no Pan-americano (2022).

 

 

Os confrontos dos brasileiros

 

O dia de confrontos dos brasileiros começou com Ana, que estreou contra a colombiana Paula Morale e venceu com a nota de 8.106 x 7.483 da adversária. Na sequência, a brasileira ainda derrotou a chilena Karim Muza nas quartas de final (8.233 x 7.816) e a argentina Martina Barroso na semifinal (8.215 x 8.016). Ana só parou na venezuelana Nancy Haidar na final (8.199 x 8.333) e ficou com a prata. 

 

Já Ygor estreou nas quartas de final contra Yshann Roberts do Suriname e venceu por 8.133 a 7.265. Na semifinal, o brasileiro acabou superado pelo peruano Marcelo Rodriguez (8.216 x 8.366) e ficou com o bronze.

 

Os dois voltaram para competir nas duplas mistas, que exige também a sincronia dos atletas nos movimentos. Ana e Ygor venceram a dupla da Bolívia nas quartas de final, Kelvin Cusi e Alejandra Cruz, por 8.333 a 7.966, e na semifinal passaram por Iker Yangari e Camila Manzano, do Equador, por 8.132 a 8.066. Na decisão, os brasileiros encararam os favoritos, os peruanos Marcelo Rodriguez e Raquel Arce. Em um confronto de alto nível, as duplas se apresentaram com muito vigor e precisão e os adversários acabaram levando a melhor (8.333 x 8.616), o que garantiu mais uma medalha de prata para o Brasil. 

 

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Ana e Ygor comemoraram a prata nas duplas mistas. Foto: Juliana Ávila/COB

 

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