Fabiana da Silva usa experiência olímpica para orientar jovens do badminton no Panamá
Ex-atleta olímpica transmite experiência dentro e fora de quadra durante os Jogos Sul-americanos da Juventude

Leo Barrilari/COB
À beira da quadra de badminton nos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá está um rosto familiar toda vez que o Brasil joga: Fabiana da Silva, ex-atleta da modalidade. Agora trabalhando com a nova geração, ela serenamente orienta e tenta lapidar os talentos que surgem. "Eu tento passar bastante mais experiência para eles. Como funcionam Jogos. Eu passei por isso. Às vezes a ansiedade está alta e eu tento passar mais tranquilidade. Dou alguns toques em relação à peteca, a quadra, para eles observarem a posição de adversário, coisas mais técnicas e táticas", enumera.
Fabiana está sendo modesta. A vivência olímpica de Fabiana da Silva tem se refletido diretamente na preparação dos jovens atletas do badminton do Time Brasil nos Jogos Sul-americanos da Juventude. Com passagem pelos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e uma carreira consolidada no cenário internacional, a ex-atleta compartilha com a nova geração aprendizados que vão além da técnica, incluindo aspectos emocionais e estratégicos do jogo.
Entre os atletas, o impacto desse contato próximo é evidente. “A Fabi é uma ótima treinadora. Ela consegue me dar instruções muito boas. Ela é experiente e me ajuda muito”, afirma Marcos de Almeida, que também valoriza a bagagem da treinadora: “Ela já jogou uma Olimpíada e um Mundial também. Isso vai me ajudar”, acredita.
Já Vivian Iha destaca a importância da leitura de jogo feita por Fabiana em momentos decisivos. “Ela sempre alerta algumas coisas que eu não consigo ver durante o jogo. Às vezes eu estou muito tensa e ela me corrige. Isso é essencial pra mim”, relata. A atleta ainda ressalta o suporte emocional recebido: “Ela me bota para cima nas vezes que eu estou um pouco mais pra trás no placar”.
Integrante da comissão técnica da seleção brasileira, Fabiana explica que o trabalho com os jovens acontece em períodos específicos de treinamento e competição. “Quando tem competição de jovens e juniores, a gente faz uma convocação, reúne um período de treinamento e daí eles vão pra competição”, detalha. Familiarizada com parte do grupo por experiências anteriores, como o Pan-americano Júnior, ela reforça que o foco vai além da parte técnica. Segundo ela, o objetivo é fazer com que os atletas entendam o momento competitivo: “Eles já treinaram, aqui é consequência. Eu falo pra eles tentarem aproveitar o momento”.
Ao acompanhar os jovens em um ambiente multiesportivo, Fabiana também se vê refletida neles, relembrando suas primeiras experiências internacionais. Esse olhar contribui para uma abordagem mais próxima e acolhedora, fundamental em competições desse porte. Assim, sua presença se consolida como peça-chave na formação dos atletas, que encontram nela não apenas uma treinadora, mas uma referência dentro e fora de quadra. "Eu me lembro da minha primeira vez: foi 2007, Jogos Pan-Americanos no Rio. É tudo novidade, né? Estar com outros atletas, convivendo com outras modalidades, a cultura de outros países. Isso daí pra eles é muito bom", acredita.
Fhelipe Lennon corrobora. "Mais que as orientações técnicas, ela nos conta como é a vida de atleta. Ontem mesmo no jantar ela nos reuniu e disse que devemos aproveitar o momento, curtir a experiência", conta.












