COB estrutura atendimento médico integrado e educativo para atletas nos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026
Profissionais de medicina, fisioterapia, massoterapia e psicologia estão a disposição do Time Brasil 24 horas por dia em treinos e competições

Juliana Ávila/COB
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) implementou, nos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026, uma estrutura de saúde completa e integrada para atender os atletas do Time Brasil, com foco não apenas no cuidado imediato, mas também na formação e educação dos jovens esportistas.
Instalada em um espaço unificado na Vila dos Atletas, a área de saúde reúne atendimento médico, fisioterapia e massoterapia de forma coordenada. O fluxo de atendimento começa, prioritariamente, pela avaliação médica, que identifica as necessidades de cada atleta e direciona o encaminhamento adequado — seja para sessões de fisioterapia, massoterapia ou apenas um acompanhamento pontual. A proposta garante agilidade, eficiência e continuidade no tratamento ao longo da competição.
"Um atleta vem, faz o primeiro atendimento, a gente busca fazer sempre com a área médica, no qual a gente consegue identificar se ele necessita de uma massoterapia ou de uma fisioterapia. E a partir daí, a gente consegue dar continuidade nos atendimentos", explica, em linhas gerais, Paula Benayon, chefe médica da Missão no Panamá.
Na equipe multidisciplinar estão 12 profissionais: quatro médicos, cinco fisioterapeutas, dois massoterapeutas e uma psicóloga. Além do atendimento na base da delegação, a equipe de saúde também atua de forma ativa nos locais de treino e competição, acompanhando de perto o dia a dia dos atletas. Esse modelo permite respostas rápidas a qualquer necessidade e fortalece a integração entre profissionais e modalidades.
Um dos diferenciais do serviço é a estratégia de aproximar médicos, fisioterapeutas e massoterapeutas de modalidades específicas. Ao acompanhar frequentemente os mesmos esportes, os profissionais criam vínculos com atletas e comissões técnicas, favorecendo a confiança e melhorando a comunicação. Essa proximidade contribui para diagnósticos mais precisos e para um ambiente de acolhimento, especialmente importante considerando a faixa etária dos participantes - de 14 a 19 anos.
"Essa repetição é intencional, para que os atletas também se sintam mais familiarizados, à vontade com quem está atendendo. Isso ajuda para eles se expressarem melhor e conseguirem dizer o que estão sentindo. E também nos dá uma comunicação muito eficiente. Porque quem está lá no treino ou na competição pode me mandar um alerta em caso de ocorrência, avisar se o atleta precisa de algo. Quando este jovem chegar aqui, ele já vai ser bem acolhido no momento, examinado e cuidado", acrescenta dra Paula.
Com uma equipe de jovens, o COB também adotou uma abordagem educativa como pilar do atendimento. A equipe multidisciplinar aproveita o contexto dos Jogos para orientar os atletas sobre práticas de prevenção e recuperação, como técnicas de liberação miofascial, cuidados respiratórios — incluindo lavagem nasal — e rotinas de recuperação física. O objetivo é que esses conhecimentos sejam incorporados no dia a dia dos atletas, contribuindo para o desenvolvimento a longo prazo.
"Há diferenças substanciais por serem adolescentes. Em eventos como este, podemos implementar um trabalho educativo mais amplo. Os jovens atletas ainda estão em processo de aprendizado e podemos aproveitar esse momento para fornecer informações e orientações valiosas. Na fisioterapia, por exemplo, podemos demonstrar e ensinar técnicas como a liberação miofascial. Na área médica, podemos instruir sobre a importância de procedimentos como a lavagem nasal antes das competições, ou na massoterapia, sobre o uso de práticas de recuperação", enumera dra Paula.
A integração entre as áreas também possibilitou iniciativas inovadoras, como atendimentos coletivos em determinadas modalidades. Em vez de intervenções individuais, equipes inteiras participam de atividades orientadas de recuperação, promovendo não só benefícios físicos, mas também maior engajamento dos atletas com os cuidados preventivos.
O objetivo é educar os atletas sobre esses procedimentos para que possam incorporá-los em suas rotinas diárias, mesmo após o término dos jogos. Para o fisioterapeuta Rafael Martins, é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada. "Esses jovens vêm de lugares diferentes e têm experiências diferentes. Aqui conseguimos explicar a todos a importância de certos procedimentos na vida de um atleta. Eu quero que eles entendam que a fisioterapia não existe apenas para curar de uma lesão, por exemplo. A fisioterapia pode e deve fazer parte da rotina do atleta para prepará-lo para o alto rendimento", acredita Rafael.












