Mineiro, calmo, eficiente: Davi Vallim, o maior medalhista do Time Brasil nos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026
Nadador conquistou 9 medalhas, sendo 8 de ouro, e se tornou o atleta mais vitorioso do Brasil nos Jogos

Nadador Davi Vallim conquistou 9 medalhas, 8 de ouro e 1 de prata. Foto: Léo Barrilari/COB
Um mineirinho, de jeito meio tímido, mas bem determinado, conquistou feitos incríveis nestes Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026. Davi Vallim, de 18 anos, tornou-se o atleta mais vitorioso do Time Brasil na competição: foram 9 medalhas do jovem nadador, sendo 8 de ouro e 1 de prata, números que o colocaram como o maior medalhista do país nestes Jogos.
“A sensação é muito boa, de dever cumprido. Fiquei feliz com os resultados obtidos, ainda mais por saber que eu colhi o que venho plantando nos treinos”, celebrou o jovem talento ao fim da competição, já programando os próximos compromissos da carreira.
“A expectativa é muito boa com o que vem pela frente. Estou numa fase de treinamento com o objetivo de baixar ainda mais meus tempos e dar cada vez mais o meu melhor. Os resultados que conquistei aqui me motivam bastante. Sei que tenho muito para melhorar ainda”, completou.
De fala tranquila e serena, Davi, natural da capital mineira Belo Horizonte, começou na natação muito pequenininho, mas dividia a sua atenção com outra modalidade, o judô. Foi cedo que tomou a decisão de continuar focando somente nas piscinas.
“Eu entrei numa escolinha de natação aos 11 meses e fui nadando desde então. Com 7 anos fiz judô, mas aí aos 8 tive que escolher e optei pela natação muito por influência e admiração pela minha irmã. Ela já nadava e se destacava. Foi aí que entrei na equipe de natação do Minas Tênis Clube, onde estou até hoje”, contou Davi.
Além da natação, ele divide a sua atenção com um hobby que combina sua personalidade calma. Davi curte tocar piano, algo que talvez justifique sua tranquilidade, foco e versatilidade, características que transporta para as piscinas e o fizeram bater recordes nestes Jogos Sul-americanos. Foram 5 individuais, além da contribuição dele para os recordes em dois revezamentos (4x100 livre e medley masculino).
“Eu sou meio-fundista, mais especificamente nado as provas de medley, costas e borboleta. Fiquei bem feliz com o recorde nos 200 metros (medley) e o dos 100 metros costas. São provas que gosto bastante”, afirmou.

Ciente de que está dando as primeiras braçadas numa promissora carreira, Davi mira o futuro, mas com os pés no presente. Ele tem sonhos, claro, e os projeta de forma muito consciente.
“Meu maior sonho é ir para os Jogos Olímpicos representar o Brasil, buscar uma final, uma medalha. Sei que tenho de dar passos para isso. É importante colocar metas e objetivos curtos a fim de atingir o objetivo final. Sei que agora ainda não estou numa condição física de atingir um tempo para ir às Olimpíadas, mas tenho consciência de que se for passo por passo posso atingir esse sonho”, finalizou.












