Nicole Silveira garante melhor resultado do Brasil em esportes de gelo nos Jogos Olímpicos de Inverno
Brasileira fecha participação no skeleton em Milão-Cortina 2026 perto do Top-10

Nicole Silveira, 11º lugar no skeleton em Milão-Cortina 2026. Foto: Gabriel Heusi/COB
Nicole Silveira voltou a colocar o nome do Brasil entre os melhores do mundo do skeleton feminino. Neste sábado, 14, a brasileira entrou em ação pelas baterias finais da modalidade nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, e mostrou consistência. Disputando a competição em Cortina D’Ampezzo, no Cortina Sliding Centre, ela finalizou a sua segunda participação olímpica com o 11º lugar, com o tempo somado de 3:51:82, a melhor colocação do Brasil na história dos Jogos em esportes de gelo.
As vencedoras da modalidade em Milão Cortina-2026 foram a austríaca Janine Flock (3:49:02), ouro, seguida das alemãs Susanne Kreher (3:49:32) e Jacqueline Pfeifer (3:49:46), prata e bronze, respectivamente. Nicole, gaúcha de 31 anos, já detinha o melhor resultado olímpico brasileiro em esportes de gelo, o 13° lugar nos Jogos Olímpicos de Pequim 2022, e vem consolidando resultados expressivos em Copas do Mundo. Em janeiro, conquistou a medalha de bronze na etapa da Suíça. Lembrando que no último Mundial de Skeleton, em 2025, em Lake Placid (Estados Unidos), ela conquistou o histórico quarto lugar, o melhor resultado do Brasil em mundiais de esportes de gelo.
“Fico muito feliz com o 11º lugar, foi melhor que Pequim. Significa muito mais que o 13º lugar porque o nível de competitividade dentro desses quatro anos que vieram está muito alto. Qualquer uma entre as Top-12 poderia medalhar durante a Copa do Mundo, por exemplo. Então estou muito feliz com essa colocação”, pontuou Nicole, analisando os desafios que Cortina lhe trouxe.
“A parte de cima da pista é a mais difícil, mas, sinceramente, eu fiquei muito feliz com todas as descidas que eu tive. Tive dificuldades com essa pista em novembro do ano passado e agora eu acertei. Quando eu assisto as minhas descidas, em comparação com as outras, consigo ver que estou entre as melhores do mundo”, endossou.
Nicole começou a competição do skeleton feminino na última sexta-feira, 13, com as duas primeiras descidas da modalidade. Na estreia, a brasileira fez o tempo de 57s93, enquanto na segunda bateria ela atingiu a marca de 57s85. A soma desses resultados deixou-a com a 12ª colocação geral ao fim do primeiro dia.
Neste sábado, 14, segundo e último dia de skeleton feminino, que definiria o pódio olímpico, Nicole Silveira voltou para a pista do Cortina Sliding Centre para a terceira descida com a marca de 58s11 e avançou uma posição na classificação. Ao fim da bateria, ela ocupava o 11º lugar.
A briga, então, era para entrar de vez no Top-10. E, na última descida, a brasileira voltou a mostrar uma boa performance. Com o tempo de 57s93, Nicole fez a sua parte e se posicionou bem no ranking obtendo a soma de tempo de 3:51:82. Por pouco ela não beliscou o 10º lugar, mas o desempenho das concorrentes também foi efetivo e a brasileira terminou a prova na 11ª colocação.
Depois de participar de sua segunda edição de Jogos Olímpicos em Milão-Cortina 2026, a brasileira ainda não definiu os próximos passos de sua carreira no alto rendimento. Mas, um projeto especial ela já revelou: quer fomentar a modalidade entre jovens brasileiros para o país ter representantes nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude, novamente em Cortina, daqui a dois anos.
“Não sei o que o futuro tem para mim. Só sei que os Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude vão vir em 2028 e a ideia é achar jovens de 15 a 17 anos para ajudá-los a desenvolver no skeleton e continuar criando história para o Brasil”, concluiu.












