Realizando sonho olímpico, Christian Soevik chega a Bormio, completa time do esqui alpino masculino e foca na disputa do slalom
Atleta vai competir apenas no dia 16; Lucas Pinheiro Braathen e Giovanni Ongaro disputam slalom gigante já neste sábado, 14.

Rafael Bello/COB
A delegação brasileira do esqui alpino em Milão-Cortina 2026 está completa. Nesta sexta-feira, 13, Christian Oliveira Soevik chegou a Bormio, palco das provas da modalidade nos Jogos Olímpicos, e se juntou a Lucas Pinheiro Braathen e Giovanni Ongaro para completar a equipe masculina. O atleta, que viveu grande parte da carreira fora do país – primeiro na Noruega e, atualmente, nos Estados Unidos -, disputará pela primeira vez uma competição olímpica representando o Brasil — algo que, segundo ele, sempre esteve em seus planos.
“Eu sempre quis representar o Brasil desde jovem, mas quando eu estava na Noruega não fazia muito sentido representar o Brasil. Depois que eu me mudei para os Estados Unidos para fazer a faculdade lá, comecei a pensar que eu queria representar o Brasil e ter a oportunidade de estar nos Jogos Olímpicos e na Copa do Mundo”, contou.
A decisão também tem forte ligação com as raízes familiares. “Quando eu penso no Brasil, a primeira coisa que vem na cabeça é o futebol, claro, e o clima que sempre é bom. Eu só vou ao Brasil no inverno de lá porque quando é inverno aqui na Europa, não tenho tempo. Quando estou no Brasil, posso visitar minha família, comer comida boa, conviver com gente boa”, disse o carioca de 24 anos, que viveu parte da infância em Montes Claros (MG).
Christian chega para os Jogos em um momento de evolução técnica e crescimento no ranking internacional. Apesar de ainda não ter competido em etapas da Copa do Mundo, ele demonstra ambição para o desafio. “Eu nunca competi na Copa do Mundo. Então, não sei como vai ser disputar com os melhores do mundo. Acho que essa temporada foi boa pra mim. Estou melhorando pouco a pouco e o meu ranking também está subindo. Então, estou mais ou menos pronto”, analisou.
O atleta que tem como hobbies jogar tênis, golfe, além de escalar e pedalar, irá disputar apenas a prova do slalom no próximo dia 16. Ela começou a carreira disputando as provas mais velozes como Downhill e Super-G, mas optou recentemente pelas provas mais técnicas. “Eu fico com medo de andar rápido”, diz rindo. “Então, o slalom é mais técnico e mais lento. Ainda é rápido, mas não machuca tanto.”
Influência e escolhas
Christian também revelou que a decisão de defender o Brasil teve influência do compatriota Lucas Pinheiro Braathen, um dos principais nomes da modalidade no país. Ambos são filhos de mães brasileiras e pais noruegueses.
“O Lucas foi bom desde muito cedo, né? Então, ele logo foi para a Copa do Mundo. Nunca competi muito com ele, não, mas quando eu falei com ele que eu queria representar o Brasil, ele disse: ‘Que legal! Quer o contato da Confederação?’. Então, tive apoio nessa escolha. Só queria ter mais liberdade de opção pra fazer o que eu queria. E poder representar o Brasil foi perfeito.”
O slalom masculino do esqui alpino será disputado em duas descidas no mesmo dia. A primeira define a posição de largada na segunda, que começa pelo 30º colocado e vai até o 1º. E é justamente uma vaga nesse grupo que Christian Oliveira Soevik busca em sua estreia olímpica. Ao todo, são cerca de 80 atletas na disputa e a soma dos tempos determina o resultado final. "Seria muito legal se eu conseguisse entrar entre os 30 melhores depois da primeira rodada”, afirmou.












