Coragem, autenticidade e criatividade: o que fez Lucas Pinheiro Braathen ser campeão olímpico em Milão-Cortina 2026
Esquiador brasileiro destacou características da sua preparação aos Jogos e espera iluminar novos esportivas de inverno no Brasil

Lucas Pinheiro Braathen, primeiro campeão olímpico do Brasil em esportes de inverno. Foto: Rafael Bello/COB
Quem conhece a história do campeão olímpico Lucas Pinheiro Braathen sabe que a relação dele com o esporte vai muito além das pistas de neve. Cultura, moda e arte são áreas que permeiam a vida do esquiador, que também é modelo, DJ e costumeiramente é definido por ter personalidade autêntica e corajosa. E o primeiro brasileiro na história a conquistar uma medalha nos Jogos Olímpicos de Inverno, o ouro no slalom gigante do esqui alpino em Milão-Cortina 2026, elencou o diferencial em sua preparação para chegar à medalha: algo que ele preza bastante, a criatividade.
“Eu provavelmente estudei criatividade por mais horas na minha carreira do que eu estudei atletas, e no final do dia eu sou uma pessoa que acredita no alcance. Acho que a verdadeira diferença precisa ser encontrada fora da própria área em que você está tentando se tornar o melhor, e essa é uma abordagem que o meu pai e eu sempre tivemos”, explicou Lucas logo após a conquista do ouro em Milão-Cortina 2026.
“Tentamos estudar grandes atletas que vão longe fora da própria linha com a qual eu tento conquistar. Tenho tantos modelos e fontes de inspiração para agradecer por eu ser o produto que sou aqui hoje, e trazer essa medalha de ouro”, completou o esquiador.
E dentro desse hall de inspirações que foram e são referências para o campeão olímpico estão personalidades do futebol brasileiro conhecidas justamente por serem criativas. Filho de pai norueguês e mãe brasileira, Lucas teve vivências marcantes no Brasil na sua infância e adolescência que auxiliaram na sua decisão pela escolha do esporte.
“Eu não cresci como esquiador, eu cresci como jogador de futebol, essa foi minha introdução ao esporte. Quando eu estava visitando minha família no Brasil, meus primeiros modelos de atletas eram Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo. Esses indivíduos realmente mudaram o esporte, o futebol, com a coragem de ser quem eles são, apesar de todas as críticas. E é essa coragem exata de ser quem eles são, mesmo que sejam diferentes, que me inspirou e me fez ir até o meu pai, quando eu tinha seis ou sete anos, e de dizer a ele que eu queria realmente ser o melhor jogador de futebol do mundo. Agora, eu sou um esquiador, mas pelo menos eu sou um campeão”, brincou Lucas.
Nesse caminho diferenciado, prezando pela sua liberdade de ser quem é e valorizando os seus diferenciais, Lucas Pinheiro Braathen visualiza também servir de inspiração para o futuro do esporte de inverno no Brasil. Em uma troca simbiótica, de energia que recebe das suas origens, o brasileiro espera iluminar novos atletas.
“Muitas pessoas no Brasil me deram essa luz que me trouxe o poder para ser o mais rápido do mundo hoje e para ser campeão olímpico. Eu realmente espero que essa luz possa brilhar em outros, inspirem-nos de uma forma que eles consigam seguir a sua própria luz, o seu próprio coração e confiar em quem eles são”, concluiu Lucas.












